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Santa Catarina começa a redesenhar o mapa das ondas gigantes no Brasil

De território pouco explorado a rota oficial das ondas gigantes, Santa Catarina passa a ocupar um lugar de destaque no mapa mundial do big surf, unindo fenômenos naturais extremos, recordes históricos e uma nova fronteira para o turismo de experiência no Brasil.

No Litoral Sul de Santa Catarina, surfistas avançam rumo a um novo protagonismo nacional, em uma região que reúne condições naturais raras e passa a integrar oficialmente a rota brasileira das ondas gigantes.
No Litoral Sul de Santa Catarina, surfistas avançam rumo a um novo protagonismo nacional, em uma região que reúne condições naturais raras e passa a integrar oficialmente a rota brasileira das ondas gigantes. (Foto: Crédito: Governo SC/Ricardo Wolffenbüttel _ Arquivo Secom GOVSC)

Governo de Santa Catarina

22/12/2025 às 15:36

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Poucos lugares reúnem as condições naturais necessárias para a formação de ondas gigantes. Ventos, formações geográficas submarinas, orientação da costa e a força do oceano precisam se alinhar com precisão. É a partir dessa combinação rara que Santa Catarina passa a ganhar destaque no cenário do surfe de ondas grandes, além de ter registrado recentemente a maior onda do Brasil.

Com a lei sancionada em novembro deste ano, que criou a Rota do Big Surf, e com a realização do Campeonato Brasileiro de Surfe de Ondas Grandes, iniciado no mês passado e com janela aberta até fevereiro de 2026, em parceria com o Movimento Big Waves Brasil (BWB), o estado passa a integrar oficialmente a rota das ondas gigantes. Um movimento que consolida o Litoral Sul catarinense como um território estratégico tanto para o surfe quanto para o turismo.

O Litoral Sul de Santa Catarina reúne condições naturais raras para a formação de ondas gigantes e passa a integrar oficialmente a rota brasileira do big surf.O Litoral Sul de Santa Catarina reúne condições naturais raras para a formação de ondas gigantes e passa a integrar oficialmente a rota brasileira do big surf. (Foto: rédito: Governo SC/ Foto_ Jonatã Rocha _ Arquivo Secom GOVSC)

Santa Catarina entra na rota das ondas gigantes no Brasil

A rota conecta os municípios de Jaguaruna, Laguna, Imbituba e Garopaba, áreas que há décadas já são observadas por surfistas experientes e especialistas em ondas grandes. O trajeto entre as cidades é curto e favorece a circulação de visitantes: de Jaguaruna a Laguna são cerca de 30 quilômetros; de Laguna a Imbituba, pouco mais de 30 quilômetros; e de Imbituba a Garopaba, cerca de 25 quilômetros. Essa proximidade permite que o visitante conheça diferentes praias, paisagens e experiências em um único roteiro, com deslocamentos rápidos ao longo da costa.

Nesse caminho, Tubarão integra a rota e ocupa papel estratégico como cidade de apoio, oferecendo infraestrutura urbana e serviços essenciais, funcionando como base logística para quem circula entre os pontos do Big Surf no Litoral Sul.

Foi em SC a maior onda já registrada no Brasil

Foi em Jaguaruna que um marco recente ajudou a projetar Santa Catarina no cenário nacional e internacional do surfe de ondas gigantes. Em julho, o surfista Lucas Chumbo surfou a maior onda já registrada no Brasil: 14,82 metros. A onda foi surfada na Laje da Jagua, e o feito teve a confirmação oficial no mês passado após análise técnica da equipe do BWB.

A Laje da Jagua é uma formação rochosa submersa localizada a aproximadamente 5,3 quilômetros da costa de Jaguaruna. Durante anos vista como um risco para navegadores, a laje passou a ser reconhecida como um dos pontos mais promissores do país para a formação de ondas gigantes, atraindo surfistas especializados de diferentes regiões.

Para chegar ao local, quem se aventura precisa atravessar cerca de cinco quilômetros de mar aberto em motos aquáticas, enfrentando arrebentações intensas e condições extremas. É ali que surgem ondas que frequentemente ultrapassam os 10 metros de altura, formadas pela presença de uma verdadeira montanha submersa no fundo do oceano.

O fenômeno responsável por essas ondas é o mesmo observado em Nazaré, em Portugal, e Teahupoo, no Tahiti. Conhecido como empinamento, ocorre quando ondas geradas em águas profundas encontram águas mais rasas, ganham altura e concentração de energia. No caso da onda de 14,82 metros surfada por Lucas Chumbo, o cenário foi potencializado pela passagem de um ciclone extratropical pela costa brasileira, criando as condições ideais para o recorde.

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