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Como as empresas podem reduzir impactos financeiros e evitar prejuízos na transição da Reforma Tributária

A convivência entre o sistema atual e o novo modelo de IBS e CBS exige planejamento, gestão eficiente de créditos tributários e adaptação tecnológica para evitar perdas e preservar a competitividade

O período de mudanças demanda decisões técnicas capazes de proteger o caixa e a eficiência operacional.
O período de mudanças demanda decisões técnicas capazes de proteger o caixa e a eficiência operacional. (Foto: Divulgação/Grafo)

Grafo Auditoria e Gestão

17/06/2026 às 16:55

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Com o início da implementação da Reforma Tributária em 2026, as empresas brasileiras passaram a enfrentar um dos períodos mais desafiadores de adaptação tributária das últimas décadas. Até 2033, o país viverá uma transição gradual em que o sistema atual e o novo modelo de tributação sobre o consumo coexistirão, exigindo decisões estratégicas em planejamento tributário, revisão contratual, tecnologia e gestão financeira.

Mais do que uma mudança de nomenclatura dos tributos, a reforma representa uma transformação estrutural na forma de apuração, controle e aproveitamento de créditos tributários. Empresas que se prepararem desde já tendem a reduzir riscos, preservar caixa e identificar oportunidades relevantes de eficiência operacional.

Transição gradual: cronograma e desafios da convivência entre os dois sistemas

A Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, estabeleceu um longo período de transição, que se estenderá até 2033, quando o novo modelo estará integralmente implementado.

Em 2026, iniciou-se a fase de testes dos novos tributos sobre o consumo: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Nesse período, as empresas continuam sujeitas aos tributos atualmente incidentes sobre o consumo, como PIS, Cofins, ICMS e ISS, ao mesmo tempo que passam a cumprir obrigações relacionadas ao novo sistema.

A combinação entre tecnologia, auditoria e inteligência tributária fortalece a tomada de decisões nas organizações.A combinação entre tecnologia, auditoria e inteligência tributária fortalece a tomada de decisões nas organizações. (Foto: Divulgação/Grafo)

Ainda em 2026, o IBS é aplicado à alíquota de 0,1%, e a CBS, à alíquota de 0,9%, como parte da implementação gradual do novo modelo. Nesse contexto, o principal desafio para as empresas não reside na carga tributária em si, mas na preparação operacional necessária para a convivência entre os regimes atual e futuro.

Em 2027, PIS e Cofins serão integralmente substituídos pela CBS. Já entre 2029 e 2032, ocorrerá a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS, com a redução progressiva das alíquotas dos tributos atuais e o correspondente aumento da participação do novo imposto. A partir de 2033, o IBS e a CBS passarão a constituir o principal modelo de tributação sobre o consumo no país.

Esse período de coexistência amplia a complexidade da gestão tributária e exige controles mais robustos para evitar erros de apuração, perda de créditos, autuações fiscais e impactos negativos no fluxo de caixa.

Créditos tributários: uma oportunidade estratégica para financiar a transição

Um dos pontos críticos – e, muitas vezes, subutilizados pelas empresas – é o aproveitamento de créditos tributários. No novo contexto, a lógica do sistema de tributos sobre consumo passa a ser ampla e não cumulativa, permitindo que tributos pagos ao longo da cadeia produtiva gerem créditos que podem ser usados para compensar débitos futuros.

Esses créditos, atualmente acumulados sob PIS, Cofins e ICMS, podem, se devidamente contabilizados e registrados, servir como um “caixa extra” para financiar parte dos custos de adaptação da empresa, como investimentos em tecnologia, treinamento e modernização de controles internos.

Entender quais saldos podem ser aproveitados e qual a forma correta de registro exige expertise técnica, pois os créditos exigem documentação robusta, validação jurídica e alinhamento com os novos critérios de não cumulatividade do IBS e da CBS – pontos que, se ignorados, podem resultar em perda de oportunidades de compensação fiscal ou, pior ainda, em questionamentos fiscais futuros.

Planejamento tributário: revisões e precificação estratégica

Além do mapeamento de créditos, as empresas também precisam rever contratos, processos e estratégias de precificação. A coexistência de múltiplos tributos e a necessidade de atender simultaneamente as regras antigas e as novas obrigam gestores financeiros e tributários a recalcularem custos e preços de venda para manter margens e evitar surpresas no fluxo de caixa.

Dentre as ações recomendadas por especialistas estão:

  • Revisão contratual com clientes e fornecedores para refletir as mudanças na tributação.
  • Cálculo detalhado de tributos por operação, incorporando as regras de compensação de créditos.
  • Simulações de cenários tributários, considerando os diferentes níveis de alíquotas ao longo do período de transição.

Esses passos não apenas ajudam a evitar prejuízos financeiros, mas também permitem que as empresas planejem com antecedência investimentos e fluxos de caixa, transformando incertezas tributárias em variáveis mais gerenciáveis.

Auditorias: garantia de controles internos e utilidade dos créditos

Auditorias desempenham um papel essencial nessa fase de adaptação. Elas não apenas ajudam a validar a precisão das demonstrações tributárias, mas também asseguram que os créditos tributários registrados sejam legítimos, líquidos e passíveis de uso em compensações fiscais.

Sem uma auditoria estruturada, empresas correm o risco de contabilizar créditos indevidos, arriscando autuações fiscais e contingências que podem prejudicar o caixa e a credibilidade junto a órgãos fiscais.

A atuação de equipes especializadas em auditoria tributária – com conhecimento profundo das regras vigentes e em transição – torna-se, portanto, um investimento em segurança jurídica e financeira, não apenas uma despesa extra.

Transformando desafios em vantagens competitivas

O período entre 2026 e 2032 será repleto de desafios. A coexistência de dois sistemas tributários exige atenção constante, tecnologia robusta de controle fiscal e uma visão integrada de planejamento tributário e financeiro.

No entanto, com um planejamento bem estruturado, as empresas não apenas evitam prejuízos, mas podem transformar obrigações legais em oportunidades de compensar gastos por meio de créditos tributários adequadamente aproveitados — aliviando o impacto no caixa e garantindo maior competitividade em um cenário econômico mais exigente.

Consultorias especializadas e auditorias de qualidade, como as oferecidas por empresas como a Grafo Auditoria e Gestão, são aliadas estratégicas nesse processo, fornecendo suporte técnico e segurança para que as organizações estejam prontas para o novo modelo tributário, com maior eficiência e menos riscos.

O que é a GRAFO

A GRAFO é uma empresa especializada em auditoria tributária e gestão fiscal, com 15 anos de atuação no setor. Ela ajuda empresas a avaliar corretamente seus tributos, identificar créditos e riscos, cumprir obrigações fiscais e propor soluções técnicas com foco em conformidade e eficiência tributária. Seus serviços incluem auditoria tributária, compliance, estudos de benefícios fiscais e pareceres técnicos para casos complexos.

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