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À medida que empresas, especialmente e-commerces, fintechs e marketplaces, lidam com volumes crescentes de tráfego digital, a proteção de APIs e a gestão de bots maliciosos se tornaram estratégias críticas.
Resiliência digital e os desafios do e-commerce moderno
As APIs conectam sistemas internos, plataformas de pagamento, programas de fidelidade e serviços digitais, tornando-se essenciais para operações de negócios. Mas essa conectividade aumenta a superfície de ataque.
Monitoramento contínuo, mitigação de riscos em tempo real e proteção de dados estratégicos são premissas da Cybersegurança e passam a ser ainda mais críticos quando falamos de comercio online, que perde grandes quantias de dinheiro por hora fora do ar ou transações fraudulentas. Isso sem contabilizar diretamente os custos de credibilidade junto ao consumidor.
Com a aproximação de datas-chave, como Semana do Consumidor, dia das mães e Black Friday, garantir segurança sem comprometer performance e experiência do usuário é um diferencial competitivo essencial.
Neste cenário, o Gazeta do Povo conversou com especialistas do setor para entender como empresas brasileiras estão lidando com esses desafios.
Participam da análise Augusto Campos, CEO da Nova8, distribuidora brasileira de soluções de cibersegurança e única da América Latina mencionada no Gartner Market Guide for IT Distributors (ID G00806431), e Fernando Salla, diretor de vendas para a América Latina da Cequence, empresa global focada em proteção de APIs, Aplicações e IAs.
APIs: o novo vetor crítico de ataque
APIs (Application Programming Interfaces) funcionam como pontes que permitem que diferentes sistemas e aplicações se comuniquem. Justamente por centralizarem essa comunicação, tornam-se também um dos principais pontos de exploração para ataques automatizados.
Segundo Fernando Salla, o crescimento do uso de APIs ampliou significativamente a complexidade dos ambientes digitais corporativos.
“Grande parte das empresas hoje opera com centenas ou milhares de APIs expostas conectando aplicações internas, parceiros e serviços digitais. Muitas dessas interfaces foram criadas para acelerar inovação e integração, não necessariamente com segurança como prioridade. Isso cria uma superfície de ataque enorme, que muitas vezes passa despercebida pelas ferramentas tradicionais.”
Fernando Salla - diretor de vendas para a América Latina da Cequenc
O impacto dos bots maliciosos no faturamento e na reputação
Em ambientes corporativos de grande porte, essa complexidade pode envolver milhares de interfaces ativas. Segundo Salla, empresas globais já operam ecossistemas com dezenas de milhares de APIs expostas, conectando aplicações internas, parceiros e serviços digitais.
Augusto Campos complementa que “bloquear tráfego automatizado de forma eficaz exige visibilidade completa e respostas em tempo real, algo que soluções convencionais não oferecem”.
Bots maliciosos: da automação ao prejuízo real
Quando, junto do crescimento do uso de APIs e a necessidade das empresas de protegerem suas interfaces contra API Abuse, somamos atividades de Bot Attack, o cenário fica ainda mais complexo. Mais da metade do tráfego online é gerado por bots, muitos deles legítimos, realizando a atividade para qual foram configurados, mas muitos deles maliciosos. Esses bots podem realizar fraudes estruturadas, account takeover, scraping de dados e manipulação de estoques.
Como resume Fernando Salla em suas análises sobre o tema, “bots não dormem, não se cansam e continuam explorando uma brecha até encontrar uma forma de entrar”.
Em períodos de alto tráfego digital, como grandes campanhas de e-commerce, esse cenário pode se intensificar com ataques automatizados em larga escala, incluindo tentativas de negação de serviço (DDoS), que buscam sobrecarregar aplicações e APIs para interromper operações online.
Segundo Salla, o impacto é ainda maior em empresas que operam plataformas digitais de grande escala. “O cenário mais comum envolve organizações que possuem aplicações web e mobile, múltiplos parceiros integrados via API e plataformas de e-commerce com alto volume de transações. Nessas empresas, a operação depende diretamente da disponibilidade e da integridade dessas APIs. Qualquer abuso — seja por bots, scraping ou exploração de lógica de negócio — pode impactar receita, experiência do usuário e reputação da marca.”
Especialistas apontam que a proteção contra ataques automatizados exige mais do que mecanismos tradicionais de filtragem de tráfego. Ataques cada vez mais sofisticados conseguem simular comportamentos humanos e, em muitos casos, esses ataques não exploram apenas vulnerabilidades técnicas, mas também a própria lógica de funcionamento das aplicações, como regras de preços, disponibilidade de estoque ou limites de transação, tornando sua detecção ainda mais desafiadora. Esse cenário exige uma visão mais ampla do comportamento das interações digitais.
Relatórios recentes de mercado ajudam a dimensionar esse cenário. De acordo com o Imperva Bad Bot Report 2025, bots já representam 51% de todo o tráfego da internet, e cerca de 44% dos ataques automatizados avançados têm como alvo APIs, especialmente em setores como e-commerce e serviços financeiros.
Para entender melhor como empresas podem se preparar para esse tipo de cenário em períodos críticos de vendas online, um guia com recomendações práticas está disponível neste material de apoio. materiais.nova8.com.br/nova8-black-friday-segura
Inteligência de dados e mitigação de riscos em tempo real
Entre as abordagens mais recomendadas para lidar com esse cenário estão modelos que combinam análise comportamental e técnicas de machine learning, capazes de diferenciar automação legítima de atividades maliciosas sem comprometer a experiência de usuários reais. Segundo análise da Nova8, esse tipo de abordagem permite que empresas identifiquem padrões anômalos em larga escala, reduzam riscos operacionais e mantenham a estabilidade de plataformas digitais em períodos de maior tráfego.
Segundo Salla, a evolução das ameaças exige um entendimento mais profundo do comportamento do tráfego digital. “O objetivo não é apenas bloquear ataques pontuais, mas entender como as APIs estão sendo usadas — e abusadas — dentro do contexto real do negócio. A tecnologia analisa o comportamento do tráfego em escala e consegue diferenciar automação legítima de bots maliciosos sem impactar a experiência do usuário.”
A plataforma Cequence Security, distribuída pela Nova8 no Brasil, une API Security e Bot Management em uma única solução. Entre as capacidades destacadas pelos especialistas, estão:
- Descoberta e monitoramento: identificação de APIs expostas ou esquecidas;
- Classificação de risco: análise por nível de criticidade e priorização de ações;
- Bloqueio automatizado: interrupção de bots sem impacto para usuários legítimos;
- Mitigação em tempo real: resposta imediata a ataques em andamento;
- Conformidade: suporte à conformidade regulatória e auditorias.
Essa abordagem é especialmente relevante para empresas que operam em datas de alto tráfego, garantindo proteção robusta e continuidade de negócios.
Governança de IA: a nova camada de segurança e controle de dados
Até pouco tempo, o desafio das empresas era proteger suas APIs contra ataques automatizados. Agora surge uma nova camada de complexidade: governar como agentes de inteligência artificial passam a utilizar essas APIs dentro dos ambientes corporativos.
Com o avanço da inteligência artificial nas empresas, surge também um novo tipo de risco: a interação entre agentes de IA e sistemas corporativos. A adoção acelerada de agentes de inteligência artificial dentro das empresas também cria novos desafios de governança, já que esses sistemas passam a interagir diretamente com APIs, aplicações corporativas e bases de dados críticas.
O desafio dos agentes digitais em larga escala
“Estamos entrando em uma nova fase em que APIs não são acessadas apenas por usuários ou aplicações tradicionais, mas também por agentes de IA”, explica Salla. “A pergunta deixa de ser apenas quem acessa a API, mas também quais agentes estão interagindo com esses sistemas e quais dados estão sendo utilizados.”
Em ambientes corporativos que começam a adotar assistentes baseados em IA em larga escala, a quantidade de agentes digitais pode crescer rapidamente. Em alguns casos, organizações passam a operar milhares ou até centenas de milhares de agentes conectados a sistemas corporativos, o que torna a governança dessas interações um novo desafio para as equipes de segurança.
À medida que esses agentes passam a executar tarefas em diferentes áreas do negócio, de atendimento ao cliente a operações internas, o número de interações com APIs e sistemas corporativos cresce rapidamente, exigindo mecanismos de controle, autenticação e monitoramento semelhantes aos aplicados a usuários humanos.
Monitoramento e visibilidade com AI Gateway
Parte desse desafio está relacionada à forma como esses agentes passam a interagir diretamente com sistemas corporativos. Muitos modelos de IA utilizam protocolos específicos para acessar APIs e aplicações de negócio, permitindo que agentes executem tarefas, consultem dados ou acionem serviços automaticamente. Sem uma camada de controle sobre essas interações, empresas podem perder visibilidade sobre quais sistemas estão sendo acessados e quais dados estão sendo utilizados.
Nesse contexto, soluções como o AI Gateway, desenvolvido pela Cequence, surgem para permitir que empresas conectem agentes de inteligência artificial a aplicações corporativas com segurança, monitoramento e controle de acesso.
Segundo especialistas do setor, uma das abordagens emergentes para lidar com esse cenário é aplicar aos agentes de IA os mesmos princípios de segurança utilizados para identidades digitais, como o modelo de menor privilégio, no qual cada agente tem acesso apenas aos sistemas e dados estritamente necessários para executar sua função.
A evolução da proteção: de aplicações a ecossistemas de IA
“Durante anos falamos sobre proteger aplicações. Depois passamos a falar sobre proteger APIs. Agora entramos em um momento em que também precisamos proteger como a inteligência artificial interage com essas APIs.”
Fernando Salla, diretor de vendas para a América Latina da Cequence
Para Salla, essa mudança marca uma nova etapa na segurança digital das empresas.“O desafio agora não é apenas proteger sistemas e APIs, mas também garantir que a inteligência artificial interaja com esses sistemas de forma segura, auditável e sob controle.”
Consultoria estratégica e curadoria de soluções em cibersegurança
A Nova8 atua como Trusted Advisor no mercado brasileiro, oferecendo consultoria estratégica, treinamento e suporte contínuo para equipes de segurança e engenharia. Isso permite que empresas traduzam soluções avançadas de segurança em decisões operacionais e estratégicas, aumentando a resiliência frente a ataques, abusos de APIs e falhas de disponibilidade em ambientes digitais críticos.
Segundo Augusto Campos, CEO da Nova8, a escolha de tecnologias e parceiros estratégicos é parte fundamental dessa abordagem.
“Quando analisamos o mercado global de segurança de APIs e gestão de bots, buscamos plataformas que entreguem visibilidade profunda do tráfego e capacidade de resposta em tempo real. Isso é essencial para empresas de grande porte (enterprise) e operações digitais de grande escala, como e-commerces e plataformas financeiras.”
Reconhecimento global: a única latino-americana no Gartner
Campos também destaca que o reconhecimento da Nova8 noGartner Market Guide for IT Distributors (ID G00806431) reforça o posicionamento da empresa no ecossistema de cibersegurança.
“O estudo do Gartner avalia distribuidores que vão além da logística e realmente agregam valor ao ecossistema, seja na curadoria de tecnologias, capacitação técnica ou suporte estratégico para canais e empresas. Nosso modelo de atuação como VAD — Value Added Distributor — foi exatamente o que alinhou a Nova8 aos critérios analisados pelo relatório.”
Estratégias para a continuidade e segurança dos negócios digitais
Em um cenário digital cada vez mais complexo, empresas com ecossistemas digitais baseados em APIs precisam adotar estratégias de segurança que vão além da defesa tradicional.
Combinando tecnologias especializadas em proteção de APIs, mitigação de bots e novas camadas de segurança voltadas à inteligência artificial, a Nova8 busca apoiar organizações brasileiras a reduzir riscos e manter a continuidade das operações digitais, especialmente em períodos críticos de alto tráfego online.
Empresas que desejam aprofundar estratégias para proteger aplicações digitais em campanhas de grande escala podem acessar um material de apoio com recomendações práticas para segurança em períodos de alto tráfego.
[Ld1]materiais.nova8.com.br/nova8-black-friday-segura
[Ld2]Serviços – Distribuidora de Cibersegurança de Valor Agregado – Nova8
[Ld3]Cequence – Nova8
[Ld4]materiais.nova8.com.br/nova8-black-friday-segura
[Ld5]Serviços – Distribuidora de Cibersegurança de Valor Agregado – Nova8
