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Apropriação indébita

Advogado é preso em Curitiba suspeito de se apropriar de R$ 500 mil dos clientes

Advogado não repassava aos clientes os valores das ações ganhas na Justiça, principalmente de processos trabalhistas

Investigação e prisão do advogado foi feita pela Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Investigação e prisão do advogado foi feita pela Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba. (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

A Polícia Civil prendeu em Curitiba um advogado suspeito de se apropriar de indenizações dos clientes, a maior parte ações trabalhistas. A investigação da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) estima que o advogado, preso em seu apartamento no bairro Campo Comprido, tenha ficado com aproximadamente R$ 500 mil que deveriam ser repassados aos clientes.

A prisão foi decretada pela 4ª Vara Criminal de Curitiba. Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca na casa e no escritório do advogado, na Praça Zacarias, no Centro. As buscas foram acompanhadas por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Também por determinação da Justiça, foi decretado o bloqueio das contas bancárias e a apreensão de um carro do suspeito. O advogado vai responder pelo crime de apropriação indébita na Justiça.

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“Elencamos ao menos oito vítimas que não receberam as indenizações. A partir de agora, com a prisão do suspeito, acreditamos que outras vítimas deverão procurar a delegacia para prestar queixa”, afirma o delegado Emmanoel David, que conduziu as investigações.

Em apenas uma das ações trabalhistas, o advogado teria ficado com R$ 70 mil. Os clientes lesados afirmaram aos investigadores que tentaram contato com no escritório de advocacia várias vezes, mas o advogado não estaria mais trabalhando no local. “Fiquei horas em frente ao escritório dele, mas quando fui ao banheiro, ele saiu de fininho. Meu processo durou oito anos e quando meu dinheiro finalmente saiu, no valor de R$ 33 mil, ele desapareceu com o valor. Não quero que ele seja somente preso, eu quero meu dinheiro”, cobra uma das vítimas que não quis se identificar.

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