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estelionato

Banca de jornais é fechada suspeita de ficar com dinheiro de contas dos fregueses

Vítimas só descobriam os golpes quando tinham o fornecimento de água, luz e telefone cortados

 | Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo
(Foto: Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo)

Por determinação da Justiça, uma banca de revistas no terminal Fazendinha, em Curitiba, foi fechada pela Polícia Civil na manhã de quarta-feira (22). A dona do estabelecimento é suspeita de aplicar golpes nos clientes que pagavam contas de água, luz e telefone no local.

De acordo com a Polícia Civil, quem pagava as contas recebia um comprovante falso. As pessoas só descobriam o golpe quando os serviços eram cortados em suas residências. A suspeita é de que a dona da banca ficava com o dinheiro das contas.

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A Polícia Civil pediu dois mandados para a Justiça, um de prisão da proprietária e outro de busca e apreensão. Somente o mandado de busca e apreensão foi deferido. Foram apreendidos na revistaria uma máquina para falsificação dos comprovantes, duas maquininhas de cartão e 100 recibos de pagamentos de água, luz e telefone. Ainda segundo a polícia, correm dois inquéritos contra a proprietária

As investigações duraram dois meses e mais de 20 vítimas já foram ouvidas. O delegado Rinaldo Ivanike, titular do 11º Distrito Policial, orienta que outros clientes que foram prejudicados também procurem a delegacia - Rua Manoel Valdomiro de Macedo, 2921.

A dona da banca pode responder por estelionato e pegar de cinco a sete anos de prisão. A proprietária está proibida de sair da cidade por 30 dias, até o inquérito ser concluído.

Orientação

Segundo a Sanepar, a banca não é credenciada para receber pagamentos. A revistaria foi descredenciada em fevereiro do ano passado para receber contas da Copel.

As companhias informam que, ao ser paga na rede credenciada, a conta deve receber carimbo ou autenticação mecânica. Em casa de dúvidas, os consumidores podem consultar as páginas das empresas na internet.

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