
Curitiba revisa seu plano diretor para garantir inovação e qualidade de vida até 2050. Com foco em mobilidade elétrica, integração da periferia e fomento econômico regional, o Ippuc e a prefeitura buscam reduzir emissões e melhorar o deslocamento na capital paranaense.
O que é o plano diretor e por que ele é tão importante?
O plano diretor é um conjunto de leis que serve como guia para o crescimento da cidade. Ele define onde novas casas podem ser construídas e como o transporte deve funcionar. Em Curitiba, esse plano é revisado a cada dez anos para atualizar as estratégias de mobilidade e infraestrutura conforme as novas necessidades da população, garantindo que o desenvolvimento siga um caminho organizado e sustentável.
Como a prefeitura pretende facilitar o transporte para quem mora longe do centro?
A estratégia principal é fortalecer a Rede Integrada de Transporte ligando melhor os bairros periféricos. O plano prevê novas linhas horizontais, como o Circular Oeste (conectando as partes norte e sul da CIC) e o Circular Leste (ligando o Boqueirão à Linha Verde). A ideia é diminuir o tempo de deslocamento e tornar o ônibus mais atraente para quem hoje depende apenas do carro.
Qual é a meta para a eletrificação da frota de ônibus de Curitiba?
A nova concessão do transporte público prevê a inclusão de 245 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos de contrato. Com um investimento de R$ 1,5 bilhão, a cidade também ganhará eletropostos públicos para abastecer esses veículos. Além de serem silenciosos e confortáveis por causa do ar-condicionado, esses ônibus têm 'emissão zero', ou seja, não soltam fumaça poluente, melhorando a saúde de quem vive perto das vias principais.
Além dos ônibus, o que mudará nas ruas para os pedestres?
O plano é criar novos calçadões inspirados na Rua XV de Novembro em outras regiões administrativas. Recentemente, um espaço prioritário para pedestres foi inaugurado no bairro Centenário. Outra via candidata a essa transformação é a Izaac Ferreira da Cruz, no Bairro Novo. O objetivo é tornar as ruas mais seguras, iluminadas e atraentes, o que também ajuda a movimentar o comércio de cada bairro.
O que são os 'eixos de sustentabilidade urbana' mencionados no plano?
São áreas específicas da cidade incentivadas para desenvolver vocações econômicas locais. O plano diretor quer criar polos gastronômicos, hoteleiros e logísticos em diferentes regionais. Exemplos disso são o distrito de inovação no Rebouças, conhecido como Vale do Pinhão, e polos de logística na Cidade Industrial. Isso evita que as pessoas precisem atravessar a cidade inteira para trabalhar ou ter acesso a serviços de qualidade.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.








