
Quando criança, Adão Folmann, vulgo Tuca, foi apresentado ao beisebol, esporte pouco conhecido de boa parte dos curitibanos, principalmente, na década de 1970. Acabou se tornando um dos membros da família Folmann que se apaixonou pela prática esportiva. Atualmente, uma das sobrinhas também participa de torneios.
Morador do bairro Centenário, em Curitiba, certo dia Tuca foi convidado por outras crianças do bairro para jogar. Mas, para sua surpresa, não era futebol. O beisebol, na ocasião, conta a prima Sandra, era praticado somente por descendentes de japoneses e pouco conhecido na cidade. “Além de aprender, foi um dos melhores jogadores da época. Ele ganhou diversos títulos pela equipe do Esporte Clube Pinheiros”, conta Sandra, orgulhosa. Foram muitas as ocasiões em que Tuca representou a capital paranaense em competições nacionais. Por seu carisma e espírito de liderança, também chegou a ser o capitão da equipe.
Quando precisou trabalhar, os convites dos colegas de campo deixaram de ser aceitos. A dedicação e o tempo migraram para o lado profissional, o que o impedia de ter tempo para se dedicar ao esporte. Por muitos anos, atuou em empresas de artefatos plásticos e sua rotina diária era acordar bem cedo, fazer o café da manhã e visitar as empresas cadastradas para a coleta de lixo reciclável. Ele acompanhava o motorista do caminhão e recebia as caixas e os fardos de papelão, plástico e ferro de empresas em instituições da região do Cajuru, Centenário e Alto da XV. Gostava do que fazia.
A família que formou, a partir de 1987, sempre esteve em primeiro lugar. Quando voltava para a casa, no fim do dia, costumava estar acompanhado de um sacola de supermercado.
Separado de Iara há 18 anos, ele mantinha a amizade e companheirismo com a ex-esposa. Os lanches noturnos eram feitos, na grande maioria das vezes, na casa da ex-companheira e dos filhos. Para ficar próximo deles, continuava morando no bairro Centenário. “Entre alguns desencontros, firmamos um relacionamento especial”, diz Iara.
Tuca é lembrado como uma pessoa amável, divertida e que gostava de brincar e tirar sarro. Fazia piada com tudo.
Quando podia, estava pronto a ajudar. “Tinha o coração maior do que seu peito”, recorda-se a ex-mulher. Foi o caso do pai de um amigo, que precisou de ajuda depois de um acidente vascular cerebral. Nos fins de semana, o rapaz ia dar banho e fazer a barba no senhor adoentado.
Simples, o riso sempre estava presente. “Era daqueles que gostavam de assistir às pegadinhas da televisão e rir de quase perder o fôlego”. Deixa dois filhos, a ex-esposa, uma enteada, uma neta,Yasmin, e dois irmãos.
Lista de falecimentos - 27/03/2015
Condolências
Deixe uma homenagem a um dos falecidos







