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LISTA DE FALECIMENTOS - 03/03/2015

Angelina Aparecida Pellizzer: uma avó amorosa e caridosa

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

“Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” O versículo que abre o salmo 121 da Bíblia Sagrada se encaixa perfeitamente ao sentimento de todos os amigos e familiares da dona Angelina Aparecida Pellizzer ao saberem da sua repentina partida. O dia 20 de fevereiro ficará marcado como o último ato da querida “Ângela”. Preferia ser chamada assim. Foi como Ângela que conduziu todas as boas obras de seus 84 anos de vida altruísta.

Filha de Pedro Zilotti e Maria Camilo Godoy, nasceu em São José do Rio Pardo (SP), em 23 de novembro de 1930, e veio para o Paraná ainda moça. Morou em Arapongas, Sabáudia, mas fincou raízes e fez família em Campo Mourão, no Noroeste do Paraná.

Evangelizadora da Igreja Adventista do 7.º dia, Ângela fez da fé seu alimento. Não porque a igreja que escolheu lhe impedia de comer carne de porco ou peixes com couro, mas sim porque com a palavra do Senhor transformou vidas. Há quase 50 anos vivia em função de levar conforto a moribundos, esperança a presos do sistema penitenciário da cidade e oportunidade de uma vida melhor a todos que a cercavam.

Casou-se com Armando Humberto Pellizzer. O casal teve cinco filhos: Márcia, Meire, Marcos, Mariângela e Marcelo. Teve 11 netos e três bisnetos. Se revezava entre o trabalho missionário, os ofícios de dona de casa e na produção do melhor “preto-de-alma-branca” (pavê de bolacha) do mundo. Sempre com o mesmo sorriso e com uma força encantadora.

Enchia a casa de flores e plantas. Vivia rodeada de animais. A “Mel”, cachorrinha da família, caiu de cama – como nos filmes de Hollywood –, no mesmo dia em que a vó Ângela morreu.

Zelosa, cuidou de filhos, netos, sobrinhos, bisnetos e vizinhos como se cuidasse de si própria. Às vezes, melhor do que cuidava de si mesma. Risonha, extremamente bem-humorada, era uma atleta da terceira idade. Fazia hidroginástica três vezes por semana e caminhava sempre que podia.

Das bocas carentes que alimentou, nas inúmeras madrugadas em Campo Mourão, hoje só saem palavras bonitas e saudosas. Em seu último ato, conseguiu reunir grande parte da família para um último adeus. O sentimento de união renasceu em todos como há muito não se via.

O salmo 121, preferido dela, ainda diz o seguinte: “Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua. O Senhor te guardará de todo mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre”. Deixa cinco filhos, 11 netos e três bisnetos.

Lista de falecimentos - 03/03/2015

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