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Lista de falecimentos - 28/04/2015

Angelo Marchiorato Chede: a paixão pela odontologia e pelos carros importados

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

O gosto por carros era a marca registrada de Angelo Marchiorato Chede. O jovem curitibano se mudou ainda criança para Paranaguá, no Litoral do Paraná, e lá teve uma juventude tranquila junto com os pais. Sempre muito estudioso, conseguiu realizar o sonho de ser dentista, profissão que exerceu durante a vida inteira.

Seu único período longe do Litoral foi durante a faculdade. Angelo foi aprovado no vestibular para cursar Odontologia na PUCPR, em Curitiba. Para realizar o desejo de se tornar dentista, decidiu, então, morar na capital. Fez muitos amigos durante a graduação e construiu laços que duraram mesmo depois de pouco mais de 20 anos de formatura.

Com o diploma em mãos, voltou para Paranaguá. Ganhou de seus pais um consultório particular, no qual atendia aos pacientes durante metade de seu tempo. A outra metade do período de trabalho Angelo dedicava ao posto de saúde da cidade. Era conhecido por nunca negar um atendimento, não importava o horário ou o dia. Atendia aos sábados e domingos, se fosse necessário. Fazia suas consultas sempre com muito cuidado e atenção. “Ele gostava de dizer que não tinha clientes ou pacientes, mas, sim, amigos”, conta a tia e madrinha Mariú França. Sempre que era possível, Angelo se reunia com amigos e colegas de turma para jantar e comemorar os anos do término do curso.

Durante a juventude em Paranaguá, conheceu Vanessa, que foi a sua primeira namorada. A paixão se tornou ainda maior com o passar do tempo. Eles casaram e tiveram dois filhos: Angelo Henrique e Maria Fernanda. Angelo acompanhava-os de perto em todos os momentos. A família viajava todos os anos e esse era um período de grande alegria, já que a carga de trabalho do dentista era intensa. Entre todas as viagens, uma das mais marcantes foi aquele em que Angelo esteve acompanhado de Aída, sua mãe, da esposa e dos filhos. Por 20 dias, eles aproveitaram juntos as paisagens dos Estados Unidos.

Angelo sempre se mostrou muito dedicado e ligado aos familiares. No período em que esteve longe de Paranaguá, fazia questão de voltar para a casa dos pais durante os fins de semana. Ele ajudava na loja de tecido. Tinha orgulho de participar da história de mais de cem anos da Casa Chede, antiga loja de tecidos da família, que fechou em 2010. As origens eram muito fortes na vida do curitibano. A descendência era italiana por parte de mãe; e do lado do pai as origens eram árabes. Das duas culturas levava diversos traços físicos e de personalidade. As comidas tradicionais dos dois países, como quibe e nhoque, não podiam faltar no cardápio. Na música, porém, as raízes italianas se sobressaiam. Ele adorava ouvir cantores clássicos, como Andrea Bocelli.

Angelo era muito ligado ao seu pai, Nagib, já falecido, pelo qual tinha uma grande admiração. Dessa relação muito próxima carregava algumas lembranças e manias. A exemplo do pai, desde cedo tinha paixão pelos carros. Trocava de modelo quase todos os anos. Por causa do gosto pelas viagens e da família numerosa, tinha preferência pelos carros grandes e espaçosos. Não importava a quanto tempo estivesse com o novo automóvel, ele estava sempre pensando no próximo que compraria. Assim como seu pai, gostava muito dos modelos importados.

Durante um churrasco, Angelo sofreu um acidente ao acender o fogo. Teve queimaduras, principalmente internas, nas vias respiratórias. Uma bactéria contaminou a queimadura e ele não resistiu. Após duas paradas cardíacas, teve morte cerebral. Deixa esposa, dois filhos, mãe, três irmãos, avó, tios, tias, primos, sobrinhos e os pacientes de Paranaguá.

Lista de falecimentos - 28/04/2015

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