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lista de falecimentos - 30/04/2015

Bruna Caroline Marinelli Schinda: as muitas amizades e o prazer da dança

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

A alegria da vida da curitibana Bruna Caroline Marinelli Schina era a dança. A jovem cresceu cercada de amigos e despertou a paixão pela música ainda muito cedo. Por onde passava, deixava marcada sua presença por seu jeito bem-humorado e pela vontade de aproveitar a vida.

Foi uma criança muito tranquila, estudiosa e de muitas amizades. Também se mostrava muito próxima de seus familiares. Gostava de ajudar sua mãe nos afazeres da casa, principalmente cuidar do seu irmão mais novo, Matheus. Esses cuidados fizeram com que Bruna e o menino se tornassem muito próximos. As primas eram suas irmãs de coração. Entre os vários programas que faziam juntas, ir à praia era um dos favoritos. Era para o colo de Bruna que as meninas corriam quando precisavam chorar ou desabafar. Com os mais velhos da família era um pouco séria; demonstrava respeito e atenção aos pedidos e conselhos dos pais e da avó. Era com os mais novos da casa que ela espalhava seu bom humor e brincadeiras.

Desde criança Bruna se mostrava uma pessoa muito independente e que gostava de fazer e aprender tudo por conta própria. Não era de pedir conselhos ou opiniões. Quando botava algo na cabeça, fazia exatamente como tinha pensado.

Ao completar 17 anos, tornou-se ainda mais pró-ativa. Começou a trabalhar e atuou por três anos como recepcionista de diversas empresas em Curitiba. Por ter esse espirito independente, logo garantiu a realização de um sonho antigo: a carteira de motorista. Com a habilitação em mãos, comprou uma moto e por ela tinha verdadeira paixão. Amava dirigir; era o momento de maior liberdade em sua vida.

Foi aos 18 anos que Bruna descobriu uma outra paixão, a dança. Desde cedo já tinha a música como um de seus hobbies, ouvia muitas bandas de pagode e sertanejo. Quando começou a frequentar festas e bares, quis aprender a dançar. Logo procurou aulas para melhorar suas habilidades. A jovem se divertia nas pistas de dança da capital paranaense acompanhada das primas. “Dançar e sair era a maneira que ela encontrou de aproveitar a juventude”, conta a prima Gabriele. Sempre muito simpática, fez vários amigos nas festas que participou. Era boa de conversa, tinha um jeito simpático e espontâneo na hora de falar. Certa vez, acompanhada de sua prima, não tinha como voltar para casa depois de uma festa, mas garantiu a carona de volta com uma boa história e uma “atuação dramática” para os amigos.

Os olhos verdes e a pele muito clara eram suas marcas registradas. Onde chegava chamava a atenção por ter um “brilho especial” no olhar, lembra a prima. Ela estava sempre bem arrumada e tinha atenção redobrada na escolha das roupas. Calça jeans e salto alto eram as preferências no dia-a-dia.

Tinha mania de banhos. Durante todo o dia, sempre que podia estava embaixo do chuveiro. Dizia que gostava de estar sempre muito limpa.

Aos 19 de anos, ainda em 2012, Bruna descobriu um tumor no cérebro e teve de passar por diversas cirurgias para retirá-lo. Em fevereiro de 2014, ainda lutando para remover o câncer, foi acometida por um coma – logo após um processo cirúrgico. A doença tomou conta de vários órgãos. Ficou meses internada e em 5 de abril de 2015 não resistiu ao avanço do tumor; sofreu uma parada respiratória. Deixa pai, mãe, um irmão, avó, tio, primas e muitos amigos.

Dia 5 de abril, aos 22 anos, de câncer cerebral, em Curitiba.

Colaborou: Getulio Xavier
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