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Lista de falecimentos - 05/07/2015

Bruno Schweitzer de Miranda: a vocação para a medicina

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Aos 28 anos, Bruno Schweitzer de Miranda decidiu prestar vestibular para Medicina. Filho de pais médicos, conviveu com o tema e com a prática, mas preferiu seguir outros rumos antes de, finalmente, ceder à vocação. Para Miriam, oftalmologista, o filho tinha o perfil certo: gostava de gente, era sensível, dedicado aos estudos e, principalmente, imbuído de um desejo constante de salvar vidas.

Bruno seguia os passos dos pais. Quando criança, ele repetia: “quero o do pai, que nem o do pai” quando lhe perguntavam alguma coisa. Mas não se esquecia da mãe, “tenho o olho como o da mãe”. Seu único sonho era ser médico e poder ajudar as pessoas. Depois de algumas tentativas no vestibular, em 2009, Bruno arrumou as malas e os livros e mudou-se para Lages (SC) para cursar Medicina na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). Em agosto de 2014, pediu transferência para a Universidade do Extremo-Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma (SC). Estava no oitavo período e iria começar o chamado “internato”, quando passaria os próximos dois anos na prática hospitalar.

Ainda não tinha decidido qual era a especialidade que iria seguir, mas a mãe acredita que, pelo perfil de Bruno, a tendência dele era a Medicina Familiar. Miriam lembra-se de que “puxava a sardinha” para o lado da sua especialidade, oftalmologia; tanto é que durante as férias, Bruno muitas vezes esteve presente, como observador, durante as cirurgias. “Era um profissional ciente de suas responsabilidades e do que queria. Era firme”. O universitário também teve a oportunidade de conhecer outras áreas de amigos dos pais.

Antes de cursar Medicina, Bruno se formou em Administração. Ele nunca escondeu a preocupação com as pessoas e a fascinação em estar perto delas. Era do estilo disponível 24 horas para qualquer chamado de amigos, principalmente, quando o assunto era a saúde. Quando já cursava Medicina, era comum alguém lhe mostrar exames ou pedir uma dica. “Dava o diagnóstico e orientava a pessoa a procurar um especialista”.

Nasceu e cresceu no bairro Jardim Social, em Curitiba. Fez muitos amigos com seu jeito brincalhão. Quase uma criança, ele se transformava na presença dos três sobrinhos. “Faziam a farra juntos”, conta a mãe. A bagunça era tanta que ela até precisava dar um “pito” nos quatro. Adorava crianças e animais. Os quatro cachorros que moram na casa dos pais recebiam seus cuidados todas as vezes que ele vinha para Curitiba.

Miriam destaca que o filho era muito carinhoso. Abraçava, beijava e falava besteira só para conseguir muitas risadas. Gostava de pessoas alegres ao seu lado. Quem conviveu com ele, guarda a lembrança do companheirismo. “Era um gentleman”, observa Miriam, daquele tipo de homem que abria a porta do carro, puxava a cadeira, e não se importava se alguém fizesse brincadeira com sua postura. O importante era ser feliz.

Há pouco mais de um ano, mãe e filho viajaram para a Argentina e para o Uruguai. Foi o momento de recordar e de conviver mais tempo juntos, já que ele estava estudando fora.

Na madrugada de 18 de junho, Bruno foi encontrado morto, depois de uma queda no edifício em que morava na cidade de Criciúma. Durante o enterro, a mãe ouviu de um amigo do jovem sobre o aprendizado de vida que Bruno tinha lhe proporcionado. Disse que não foi somente em relação aos estudos, mas também sobre valores. Deixa os pais, Miriam e Marcos, os irmãos, Alexandre e Gabriela, e três sobrinhos.

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