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lista de falecimentos - 06/10/2015

Clice Martins Braga: o amor total aos sobrinhos

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

A educação foi protagonista na vida de pontagrossense Clice Martins Braga. Primeiro pela profissão de professora, depois pela dedicação em garantir os estudos dos sobrinhos. Nunca casou e nem teve filhos, mas adotou Murilo, o filho da irmã Sueli. Mais tarde, também criou Itamar, Heitor e Gustavo, os três filhos de Murilo. A relação dela com os meninos era maternal, com companheirismo e dedicação.

Clice era uma conselheira. Um dos ensinamentos mais valiosos era o do esforço próprio. “Meus filhos, plantem a sua árvore para não depender da sombra dos outros no futuro”, era o que mais usava para motivar as pessoas.

Sempre foi muito vaidosa. Mantinha um estilo clássico ao se vestir, daqueles sem cores extravagantes e que, mesmo discreto, torna-se marcantes. Apesar disso, não se importava em se sentar no chão e se aventurar nas brincadeiras com os sobrinhos.

O trabalho era praticamente uma missão. Era uma professora à moda antiga, daquelas que cobram detalhe por detalhe. Com ela não tinha “jeitinho”. Tudo era da forma mais correta possível na sala.

Clice era professora de ciências, mas tinha o português como uma fixação. Falava muito bem. Pronunciando tudo da forma correta e cobrava de todos, principalmente dos quatro meninos, para que também falassem assim.

Deu aulas de 1969 a 1993 na Escola Estadual Professor Amálio Pinheiro, em Ponta Grossa, e durante o período não se afastou das salas de aula em nenhum momento. Não tirou licenças por tempo de serviço, mesmo tendo direito, ou faltou um único dia sequer.

A dedicação ao trabalho também pôde ser vista após a saída das salas de aula. Aposentada como professora, ingressou por convite na política da cidade. Primeiro, foi secretária de gabinete do prefeito Pedro Wosgrau Filho. Depois, por 16 anos, foi chefe de gabinete do vereador Alessandro Lozza de Moraes.

“A política foi uma ‘aventura’ depois de deixar as salas de aula. Trabalhou no primeiro cargo com o prefeito e se apaixonou pelo que fazia. Não parou mais”, conta Murilo. Clice passou a estudar e aprender na prática sobre a cidade, tornando-se uma grande gestora.

Estava aposentada dos gabinetes havia três anos e feliz por se dedicar totalmente aos sobrinhos. Fazia questão de preparar o almoço todos os dias. A cozinha era o ponto forte dentro de casa. As carnes eram sua especialidade nas panelas. “Ela fazia um leitão pururuca como ninguém”, garante Murilo.

Dedicava o tempo livre aos filmes. Sábados e domingos para Clice eram sinônimos de ficar em frente à televisão atrás de um bom título. Não tinha um gênero favorito, assistia de tudo. O mesmo valia para os livros. Lia de tudo e “devorava” páginas com muita rapidez. Foi um espelho dentro de casa e contagiou os sobrinhos. Murilo, por inspiração, também se tornou amante da literatura.

Em poucos dias, a saúde da pontagrossense ficou abalada com a descoberta de um câncer. Clice não resistiu ao avanço rápido da doença, que atingiu diversos órgãos. Deixa a irmã Sueli e os sobrinhos Murilo, Itamar, Heitor e Gustavo.

Dia 6 de setembro, aos 72 anos, de câncer, em Ponta Grossa.

Colaborou: Getulio Xavier.

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