
Cozinheiro de mão cheia, o designer Daniel Sponholz estava sempre cercado por amigos e familiares. Churrascos, almoços elaborados e jantares especiais eram a sua especialidade. O curitibano, caçula de três irmãos, dividia seu gosto pelas panelas com a irmã, Denise, o que os aproximava ainda mais.
As perdas precoces do pai e do irmão mais velho tornaram Daniel uma pessoa religiosa. Tinha nas orações e nas idas ao Santuário Schoenstatt o conforto de que tanto precisava. A irmã e a mãe o acompanhavam nas idas à igreja. Daniel sempre mostrou-se muito dedicado à família, um exemplo disso foi que cuidou de sua mãe até ela partir. Após o falecimento de dona Neyre, mudou-se e foi morar sozinho no bairro da Barreirinha. Em sua nova casa, sempre teve um apreço pela organização do espaço, que era o endereço principal dos encontros entre os amigos.
Por toda sua vida, Daniel foi muito presente na rotina dos familiares. Com a chegada dos sobrinhos, aproximou-se ainda mais da irmã e foi um companheiro inseparável na vida dos filhos de Denise. Por não ter filhos, ele se mostrava ainda mais atencioso com seus sobrinhos, e essa relação era parte importante na vida dele.
Formado em Desenho Industrial pela PUCPR, ele sempre foi apaixonado pela sua profissão, trabalhou em agências publicitárias e aguçou ainda mais sua criatividade. Ele levava para a cozinha essa vontade de inovar. Seus pratos eram muito criativos, elaborados e saborosos, conseguindo conquistar ainda mais as suas amizades. “Ele era muito gourmet, sabia preparar de tudo e gostava muito de receber as pessoas para comer em sua casa”, lembra a irmã Denise.
Era uma pessoa muito solícita e disposta a ajudar naquilo que pudesse. Gostava de mostrar seu carinho pelas pessoas por meio das fotos que espalhava pela casa; elas davam mais vidas ao local.
Na sua rotina, gostava de ter tudo sob o seu controle e era organizado em todos os aspectos; Seu ritmo de trabalho era intenso, mas não atrapalhava o seu relacionamento com amigos e com a família. As roupas também refletiam bem a sua personalidade: serenas, mas com um ar casual. Além dos trajes, adorava perfumes. Esse era o presente que os amigos e a família costumavam lhe dar.
Apaixonado por cultura, Daniel gostava de absorver um pouco de tudo: literatura, cinema, música e teatro. Era espectador certo no Festival de Teatro de Curitiba. Ele também adorava trocar experiências sobre tudo. Era “bom de conversa”, conta a tia Rosani. “O Dani vinha a minha casa duas ou três vezes na semana, para ele era a bênção da semana. Tomávamos café e conversávamos sobre tudo”, relembra a tia.
Já na vida adulta, ele descobriu uma outra paixão: o futebol. Tornou-se torcedor fervoroso do Coritiba e comparecia em grande parte dos jogos. Quem o acompanhava e fomentava sua paixão pelo esporte eram os primos e sobrinhos. “Durante todo o velório, o meu filho segurou a bandeira do Coxa em homenagem ao Dani”, contou a irmã.
“Ele deixou um legado de amizade, responsabilidade e de carinho pelas relações entre as pessoas”, ressaltou Rosani. Daniel faleceu depois de uma cirurgia para a remoção dos rins, que não estavam funcionando em sua plenitude. Deixa a irmã, os sobrinhos, os tios e amigos.







