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lista de falecimentos - 16/08/2015

Daniella Nichio Cordeiro de Lima: os sonhos e as viagens em família

Daniella Nichio Cordeiro de Lima | Arquivo  da família
Daniella Nichio Cordeiro de Lima (Foto: Arquivo da família)

As echarpes faziam parte do dia a dia de Daniella Nichio Cordeiro de Lima, assim como o batom de cor forte. A estudante cursava Estética na Universidade Tuiuti. Ela mantinha o cuidado com tudo o que lhe dizia respeito e também com as pessoas ao seu redor. A jovem estava de casamento marcado com Carlos, o que ocorreria em outubro de 2016 – esse seria o próximo sonho que iria concretizar.

Seria também o momento de usar o véu. A mãe da universitária, Marilza, recorda-se das tantas vezes em que viu Daniella colocar um pano de prato na pequena cabeça de cabelos louros e prendê-lo com um arquinho. Na imaginação da menina, o item da cozinha era quase que um prolongamento do seus fios.

Ela chegou a ganhar um véu da bisavó, que está guardado até hoje. Na busca do vestido de noiva, essa peça foi parte importante. A mãe bem sabe o empenho da filha em organizar tudo como um conto de fadas. Era Marilza, junto com o noivo, que a acompanhava nas diversas visitas a fornecedores e sessões de prova. Estava quase tudo pronto. Só faltava escolher a música para o grande dia. A mãe define que o companheirismo entre elas ia além do papel de mãe e filha. “Éramos amigas, confidentes, almas gêmeas”.

Daniella nasceu em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e dividia o carinho dos pais com um irmão um ano e quatro meses mais velho. “Muitos diziam que eles eram gêmeos por serem tão parecidos”. Se durante a semana era o momento de se dividir entre o trabalho em uma estética e a faculdade; no fim de semana, a jovem curtia estar com a família e com Carlos. “Ela era muito família”. Os encontros eram na casa de uma ou de outra família, no sítio ou em Caiobá, no Litoral do Paraná.

A jovem nem imaginava, em janeiro de 2008, quando veraneava em Caiobá, que o encontro com o universitário Carlos chegaria tão longe. Enquanto ele voltou a trabalhar depois da virada do ano, Daniella ficou. Mas as conversas continuaram pelo Orkut, rede social da época. Ela tinha 17 anos. “Era uma loira de olhos claros e furinho no queixo que cursava o Ensino Médio”, detalha Carlos. Ele cursava o primeiro ano do curso de Farmácia. O que começou na praia resultou em 7 anos e seis meses de uma convivência alegre. “Ela era muito parceira em tudo”, conta Carlos. Nos planos casal também havia espaço para um terceiro membro na nova família que iram formar. “Ela escolhia as fotos de bebês e avisava que seu filho seria assim”, afirma Marilza.

A universitária gostava de viajar em família. Em 2013, ela, o noivo, os pais, o irmão e a então cunhada fizeram um cruzeiro para Ilhéus, Salvador e outras cidades. A viagem será repetida em janeiro de 2016, porém, dessa vez sem Daniella.

Em uma feijoada beneficente organizada pelo sogro, no início de julho, foi gravado o último registro de toda a família. No encerramento, Daniella deu tchau e mandou beijos.

Ela morreu poucos dias após um acidente na estrada em 17 de julho. A moça retornava de Arapongas, no interior, depois do enterro de avô paterno e da avó materna do futuro marido. Após 72 horas da realização de uma cirurgia, Daniella não resistiu. Deixa os pais, Marilza e Donaldo; o irmão Diego; o noivo Carlos; e os sogros, Marrom e Ivete.

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