
Elete Viana Tosti começou a trabalhar na agricultura ainda criança com os pais. A catarinense, natural de Sombrio, mudou para o Paraná ainda pequena. Depois de morar em Tuneiras do Oeste, a família fixou residência no interior de Toledo.
Foi no município do Oeste do Paraná que conheceu José Francisco Tosti. Era uma adolescente com seus 13 ou 14 anos. Foi paixão à primeira vista. Já no primeiro encontro firmaram o compromisso de um relacionamento sério. Tosti, na época com 16 anos, pediu a jovem em namoro e, sem rodeios, disse que só começaria o relacionamento se fosse para casar. A vontade dela era recíproca e, no sétimo encontro do casal, em 15 de fevereiro de 1982, eles noivaram. O casamento ocorreu pouco mais de um mês depois. Em 20 de março daquele ano, Tosti e Elete oficializaram a união na cidade de Céu Azul.
Tosti conta que ganhou a simpatia do sogro e, só depois de iniciar o namoro, ficou sabendo das histórias de outros jovens que tentaram se aproximar de Elete, mas se afastaram com medo do pai da jovem. No seu caso, felizmente, a história teve um final feliz.
O casal morou em várias cidades até se fixarem em Cascavel. O trabalho era o que movia Elete. Ela tinha disposição para ajudar o marido em tudo. Na borracharia do casal, ela usava marreta para desmontar pneus e “macaqueava” caminhões pesados. Sem medo, com frequência dirigia um caminhão Mercedes e puxava lenha do sítio. Comprava, revendia e transportava a madeira.
O primeiro carro da família, um Corcel, foi vendido para financiar um caminhão. E foi com esse veículo que Elete e Tosti viajaram o Brasil todo. Ela sempre participava dos negócios da família. Comprava e revendia automóveis, administrou um mercado e uma lanchonete. Quando algum cliente exagerava na ingestão de bebida alcoólica, Elete colocava-o no carro e levava para casa. “Ela foi uma lição de vida”, afirma o filho, Wellington.
Sempre que chegava o fim de ano, Elete tomava a frente para convocar as reuniões de família. Planejava as férias na praia e estava sempre junto dos filhos. Eles dizem que a mãe era uma líder nata. Nos últimos anos, ela fez questão de cuidar do pai e da mãe quando adoeceram; já estavam em idade avançada. Deixou o trabalho de lado para cuidar dos pais. “Ela era pau para toda a obra”, resume o marido.
Reunia os filhos para aconselhar e falar da importância do trabalho. Era uma economista autodidata e ensinava os filhos a importância de valorizar e saber gastar cada centavo recebido. Deixa o esposo José Francisco, os filhos Leandro, Elaine e Wellington, e o neto Eduardo.






