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lista de falecimentos - 26/06/2015

Frederico Blanco Horst (Freddy Blank Horst): o pai do rock de Umuarama

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Se Frederico Blanco Horst usava o cabelo penteadinho, com gel e um relógio promocional roxo na 2ª série do colégio, com o passar dos anos a autenticidade de Fredão – como era conhecido em Umuarama, no Noroeste do Paraná – se tornou mais alternativa. Aos 30 anos, já havia adotado o nome artístico de Freddy Blank Horst e, além do cabelo comprido, mantinha um estilo de vida todo voltado para o rock’n roll. E foi isso o que deu a ele o status de ícone no rock regional.

Era uma figura constante nas festas da cidade; agitava – ou “batia cabeça” como se diz no mundo do rock” – e colecionava muitas histórias. Freddy adorava “causar”, o que talvez justifique a comunidade no Orkut feita pelos amigos para reunir as histórias dele. Também tinha uma tatuagem no peito: “Rock’n Roll Fiasco”, uma referência ao estilo de vida desregrado dos integrantes da banda norte-americana Mötley Crüe. Uma das histórias que a galera do rock de Umuarama lembra-se foi de uma viagem para Paulínia, no interior de São Paulo, quando foram curtir o Festival SWU, em 2011. Ele tomou chuva e dormiu no chão da rodoviária para poder assistir ao show do Megadeth.

As peripécias de Freddy nunca passavam despercebidas. Era comum que ele fosse entrevistado nas viagens que fazia para shows de rock. “O Freddy atraia os repórteres”, conta o irmão Guilherme Blanco Horst. “As histórias dele são diversas, mas devo me privar de contar algumas. Não sei se ele gostaria que fossem publicadas no jornal (risos)”.

Na infância, Freddy teve a liberdade de brincar na rua, jogar bola e bets. Também frequentava um dos clubes da cidade, mas foi suspenso algumas vezes por pular do trampolim sem roupas. A irreverência era uma de suas marcas e isso o tornava uma espécie de lenda. Era uma referência na cena do rock umuaramense.

O interesse pelo estilo musical começou no início da adolescência, na década de 90, quando ouvia o álbum Big Ones, do Aerosmith. Egon Horst, pai de Freddy, comprou o CD sem saber direito qual era o som da banda. Mas aquele álbum despertou a curiosidade do menino. Algum tempo depois, o pai levou os dois filhos em uma loja e deixou que cada um escolhesse um CD. Freddy escolheu outro do Aerosmith. Mais tarde a banda se tornaria a preferida dele.

O pai do rock de Umuarama, como também era conhecido, tocava guitarra e foi vocal em duas bandas: a Horus e a Afire, mas seu sonho mesmo era ser famoso com a Armed Sinners – que não chegou a existir. Foi nessa época que adotou o nome artístico. Achava mais interessante Freddy Blank Horst do que Frederico Blanco Horst.

Começou a cursar Publicidade e Propaganda, em Umuarama, mas depois foi estudar Marketing. Não chegou a exercer a profissão. Atualmente fazia propaganda com carro de som e trabalhava como caixa na loja de calçados do pai.

Os planos do roqueiro foram abreviados no início de junho. Freddy saía de uma festa universitária no Parque de Exposições de Umuarama, às margens da PR-332, na madrugada de 7 de junho, quando foi atropelado. O motorista fugiu do local sem prestar socorro. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital, por volta do meio-dia do dia 8. Deixa pai, mãe e um irmão.

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