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Lista de falecimentos - 05/11/2015

Giselleda da Siqueira dos Santos: o sorriso largo e as cantorias

 | Arquivo de família
(Foto: Arquivo de família)

Era como se não existissem dias cinzas para Giselleda. Mesmo quem não a conhecia há muito tempo notava que a alegria era a marca registrada da jovem. Quem a encontrasse, fosse pela primeira ou milésima vez, certamente seria recebido com um sorriso largo. A simpatia lhe rendeu grandes e incontáveis amizades. Para manter contato com todos, Giselleda tinha a ajuda da tecnologia . Era “viciada” nas redes sociais. O celular estava sempre nas mãos pronto para responder a quem precisasse. As boas conversas, porém, não ficavam só no mundo virtual, amava também receber os amigos e fazer visitas.

Além das amizades, outro item que entrava na seção de “incontáveis” na vida de Gisellada eram os sapatos. Tinha vários e adorava comprar mais. Quando ia ao shopping — um dos programas favoritos no tempo livre — os calçados eram os itens que mantinham o olhar preso nas vitrines. Para quem não quisesse fazer feio em datas especiais, um bom par de sapatos eram o presente certo.

Nos shoppings também adorava ir ao cinema. As escolhas dependiam principalmente da companhia: os filmes de romance ou ação assistia com o marido, Esequias, e os desenhos com o filho, João Augusto. Dos filmes que viu, tinha um carinho especial pelo A culpa é das estrelas. “Era o favorito. Sempre que tinha chances era o filme que ela via. Em pouco tempo, assistiu ao romance várias vezes”, conta o marido.

Quem via a cumplicidade entre Giselleda e Esequias poderia pensar que se tratava de um caso de amor à primeira vista. Ledo engano. Logo que se conheceram na igreja em que frequentavam não se deram bem. Demoraram a engatar uma boa conversa, mas quando ela fluiu foi o que bastou para iniciar o primeiro dia dos 12 anos de união — 9 deles oficialmente casados.

Na cozinha arriscava um pouco de tudo. Mostrava toda a criatividade na hora de preparar as muitas sobremesas que fazia. Os doces, como a torta Banoffi, eram a especialidade de Giselleda. Os pratos favoritos, porém, vinham “diretamente” do outro lado do mundo, já que a culinárias japonesa era a escolha certa quando saía para comer. Nessas horas, também não recusava uma boa pizza.

Ia à praia com certa frequência. Se tivessem um tempo livre lá ia ela, marido e filho para o litoral — quase sempre o de Santa Catarina. Aproveitava para se distrair e comer frutos do mar. Tinha também um coleção de conchinhas guardadas em casa e sempre que voltava ao litoral trazia novas para colocar no potinho de vidro em local de destaque na estante da sala.

Quando estava alegre — ou seja, quase sempre — cantava. Desde pequena soltava a voz em casa para cantarolar os hinos da igreja. Mais tarde começou oficialmente a cantar durante os cultos. Era a primeira voz e o marido, Esequias, a acompanhava. Tinham a dupla gospel Canção e Louvor como inspiração. Ouvia música em boa parte do dia, era também uma das formas de se manter sempre alegre.

Os números a acompanhavam quase o tempo todo. Era bancária durante o dia e estudante de Ciências Econômicas. Giselleda já estava no último ano do curso superior e gostava de lidar com finanças durante várias horas do dia. “Quebrava” um pouco da rotina cheia de cálculos com leitura. Não tinha um assunto preferido, lia mesmo um pouco de cada coisa, de revistas a grandes livros.

Nascida em Pinhais, a jovem cresceu sempre na Região Metropolitana de Curitiba. Morou também em Araucária e Campo Largo e passou um período na capital paranaense. A pinhaiense sofreu complicações de uma cirurgia de hérnia de hiato e não resistiu. Giselleda deixa o marido, Esequias, o filho, João Augusto, os pais e um irmão.

Lista de falecimentos - 05/11/2015

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