Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
lista de falecimento - 08/03/2015

Heloisa Sommer: dona de uma jovem e intensa vida

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Dizem que desde criança ela cativou pais, avós, tios e primos. O dia 2 de abril de 1991, quando ela nasceu, virou sinônimo de alegria para a família, que recebeu uma menina de espírito amoroso e caridoso. A jovem Heloísa de Araújo Sommer tinha a missão de ser médica e salvar vidas. Alegre e extrovertida, mostrou desde o começo da faculdade que a missão de servir era a sua praia. Um acidente de trânsito a levou precocemente, mas o que mostrou em 23 anos de vida marcou quem a conheceu.

Heloísa nasceu em Curitiba e morou na capital até concluir o Ensino Médio. Estudou no Colégio Elias Abdo Bittar e depois passou pelo Colégio Martinus. Também foi aluna do Colégio Estadual do Paraná.

Na escola, sempre foi aluna aplicada. “Certa vez convidou o opa [“vô” em alemão] para fazer uma palestra para sua turma com o tema: Proteção ao Meio Ambiente e a Apicultura. Ao final fez questão de ressaltar: ‘esse é o meu opa!’”, conta Carlos Sommer, um dos tios de Heloísa. A história sempre lembrada pela família, teve um desfecho feliz. Uns dias depois, ela comunicou a todos que o trabalho lhe rendeu uma nota 10.

Depois de concluir os estudos, prestou vestibular para Medicina. Foi aprovada no processo seletivo da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), na cidade de Lages. “Durante os seis anos do curso, sempre fez mais do que a sua obrigação. Dobrou plantões, envolveu-se em inúmeras cirurgias, salvou muitas vidas. Certa vez, relatou o atendimento a um homem que dera entrada no hospital com diversos tiros no abdome, e o quanto batalhou para salvar aquela vida”, conta o tio.

A família conta que não havia matéria difícil para ela. A dificuldade não estava no conteúdo, mas em quanto Heloísa viveu com intensidade os dias de aprendizado. “Ela se envolvia demais com os pacientes, comprava remédios e comida para os mais carentes. Seus professores estavam preocupados com isso”, relata o tio. Enquanto esteve na faculdade, vinha constantemente a Curitiba e visitava pais e parentes.

Com a abnegação para com os pacientes que encontrou durante a faculdade, Heloísa cumpriu o protocolo e se formou em dezembro de 2014. Na ocasião, toda a família – orgulhosa da nova médica – viajou para prestigiar os festejos. Depois da festa, foram apenas dois dias para que ela recebesse o número do seu CRM – cadastro no Conselho Regional de Medicina. Logo em seguida, começou a trabalhar no Hospital de Videira, também em Santa Catarina. Com o primeiro salário que recebeu, tratou de ajudar pacientes necessitados.

No último feriado de carnaval, Heloísa estava a caminho de Videira, voltando de Curitiba, quando sofreu um acidente de trânsito. Ela perdeu o controle do veículo e colidiu com uma árvore. “Nossa jovem médica foi conhecer pessoalmente o Médico dos Médicos. Foi jovem, mas viveu intensamente. Ajudou as pessoas, amou, se doou e conquistou o que muitos não conseguem durante uma vida”, conclui o tio Carlos.

No seu sepultamento, havia um banner com uma frase: “a dor é suportável, não quando fingimos que ela não existe, mas quando sabemos que ela vai terminar”. A família aguarda os dias mais tranquilos. Deixa pais, avós, tios, primos e demais familiares.

Lista de falecimentos - 08/03/2015

Condolências

Deixe uma homenagem a um dos falecidos

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.