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LISTA DE FALECIMENTOS - 04/03/2015

Ignês Bemben Ricardo: CSI, aulas para apenados e uma vida feliz, repleta de amigos

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Ignês Bemben Ricardo dividiu a vida entre o interior do Paraná, a capital e a Região Metropolitana. Sempre ensinou aqueles que mais precisavam das mãos de um mestre: adolescentes em conflito com a lei e apenados. Teve dois filhos, construiu uma família feliz e amizades duradouras.

Morreu em casa, onde foi tão feliz, em Piraquara. Suas cinzas foram depositadas no quintal com o qual estava acostumada. Viveu naquele local por mais de 20 anos.

Ela nasceu em 1943, em Arapoti, no Norte do Paraná. Durante a juventude, viveu na mesma cidade, na região da antiga fábrica de papel que deu origem ao núcleo urbano. Lá, estudou e se formou professora.

Aos 25 anos, casou com Agostinho Ricardo. Eles se conheceram em uma unidade socioeducativa. Ela era professora dos jovens privados de liberdade e o marido, inspetor. Tiveram dois filhos, Darinês e Sérgio.

Dois anos depois, mudaram de cidade. Foram morar em Curitiba, mas, logo depois, fixaram residência em Piraquara, na RMC. As atividades seguiram parecidas. Ela lecionava em uma escolinha da Colônia Penal Agrícola e trabalhou nesse espaço até se aposentar. O marido era chefe de segurança do Educandário Queiroz Filho.

Sociável, desde a juventude Ignês – que ficou conhecida como dona Inês – gostou de bailes e também de estar rodeada de amigos e familiares. “A casa sempre estava muito cheia e com energia positiva. A mesa era, fabulosamente farta, com tudo a que tínhamos direito. Minha mãe gostava de vinho branco suave,era a sua bebida predileta”, destaca a filha, Darinês.

Boa pessoa, amava os animais. Tinha dois gatos, Felix e Lady, aos quais dispensava muitos mimos. Batia papo com ao dois e a relação era tão próxima que todos se entendiam. Também era fã dos episódios da série CSI Miami, seu programa preferido, e de filmes. “O maior prazer dela era comer frutas tranquilamente enquanto assistia à televisão. Às vezes, tomava chimarrão”, lembra a filha.

Para os familiares, Ignês sempre mostrou alegria, vontade de viver. Contava causos, falava alto e recebia a todos em sua casa. “Minha mãe sempre foi uma pessoa muito alegre e de bem com a vida. Construiu amizades fortíssimas, relações consistentes, que duraram ao longo de sua vida, conta a filha.

Católica praticante, não perdia novenas e a ida à missa aos domingos era sagrada. “Ainda fazia novenas de cura, libertação e prosperidade para todas as pessoas que conhecia. Ela acendia suas velas, dobrava os joelhos e rezava todos os dias. A fé dela em Jesus Cristo era incomensurável”, diz Darinês.

Em uma trajetória tão bem vivida, um câncer de pulmão a levou. Já viúva, ela deixa saudosos dois filhos e quatro netos.

Lista de falecimentos - 04/03/2015

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