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Lista de falecimentos - 17/07/2015

Iolanda Judith Gabardo Pelanda: a mãezona do Umbará

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

A vida da curitibana Iolanda Judith Gabardo Pelanda girava em torno da grande família que formou. Os dez filhos, 18 netos e 14 bisnetos sempre foram criado sob suas asas. Todos a definem como uma “mãezona”. Seus 90 de anos foram vividos no mesmo local: o bairro Umbará. A casa mudou com o passar do tempo, ficou mais moderna, mas o clima de “casa de vó” foi sempre o mesmo.

Conheceu o marido, João Faustino, quando ela tinha 19 anos. Iolanda trabalhava com o pai no armazém da família, também no Umbará, e João era um dos clientes. Entre conversas, eles acabaram se apaixonando e a união foi logo concretizada. Casaram-se em maio de 1944, pouco depois de se conhecerem, na igreja do bairro.

Iolanda sempre foi muito companheira do marido e por isso aprendeu também a gostar de cavalos e corridas. João já era dono de um haras antes de conhecer a esposa. O casal então passou a frequentar o Jockey Club. Por ser muito discreta, ela não se envolveu com as corridas e a criação dos animais, mas apoiava o marido na profissão. Alguns de seus filhos acabaram também trabalhando com os cavalos.

O número de filhos impressionava a todos, era sua “escadinha”, como ela gostava de chamar. Quando chegava na casa de amigos e parentes já brincava na entrada, dizia para não se assustarem com o “batalhão”. O que também chamava a atenção de todos era o cuidado com as roupas dos filhos. Fazia questão de produzir todas, sempre enfeitadas com seus bordados. Era exigente na confecção das peças. Se não gostasse, desmanchava os pontos e voltava ao início da costura. Sua grande alegria era vestir bem os filhos e levá-los para um passeio. Não perdia festas, missas, jantares e casamentos.

A curitibana também organizava almoços e jantares, sempre com muita comida. Fazia questão de cozinhar os pratos típicos italianos. Um dos que gostava de preparar era macarronada com frango caipira; o cardápio sempre foi elogiado por todos. Os encontros eram cercados de muitas histórias, sempre contadas por ela.

A paixão por música estava no sangue. Iolanda não cantava nem tocava instrumentos, mas tinha um ótimo ouvido para reconhecer boa música, assim como seu pai, Francisco Gabardo. Quando casou, deu ainda mais atenção para o hobby, pois o marido era o tenor do coral da igreja e suas filhas também fazia parte do grupo. Gostava de se sentar e ficar apreciando a cantoria das meninas durante as tardes.

Com a chegada dos netos, a casa de Iolanda virou o ponto de encontro durante as férias da escola. No fim do dia reunia as crianças para apreciar a natureza e ouvir suas histórias. Os causos por vezes eram “assustadores”, pois tratavam das assombrações que ela dizia que tinha visto quando era mais nova. As histórias eram acompanhadas de suas boas comidas. Fazia de tudo para os netos, doces e salgados. Uma das especialidades era a sopa de feijão.

A dedicação à religião também era marcante. Era Filha de Maria e fazia questão de ir a todas as missas. Parou de frequentar a igreja quando a idade já dificultava a locomoção. Mas não deixou de fazer as suas orações, comandava a reza do terço com os filhos em casa, todas as noites. “A oração era um dos pontos mais fortes dela. Quando ia se despedir dos netos, ela perguntava se tinham rezado. Se não tivessem, ela pedia que fizessem ainda naquele dia”, conta o neto Paulo Pelanda.

Durante a vida, Iolanda teve que lidar com várias perdas. Três de seus filhos faleceram; ela ficou viúva em 1995. No fim de 2014, ficou muito abatida com a morte do filho mais novo. Andava triste e com a saúde abalada desde então. Faleceu em junho, aos 90 anos, de falência múltipla dos órgãos. Deixa sete filhos, 18 netos, 14 bisnetos, noras e genros.

Lista de falecimentos - 17/07/2015

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