Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Lista de falecimentos - 02/06/2015

James Scholl Romanó: o veterinário que registrava o DNA da raça puro-sangue no PR e SC

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

O trato com os cavalos fazia parte da rotina de James Scholl Romanó. Formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná, a profissão surgiu naturalmente em consequência das atividades do pai Ney Romanó, ex-treinador, um dos proprietários do Haras Jelon e cavaleiro amador. “O pai sempre foi seu ídolo e incentivador”, comenta a ex-esposa, Elma. Sócio do Jockey Club desde 1978, era proprietário e criador desde os anos 90. Também herdou do pai o amor pelo turfe. Desde pequeno, acompanhou Ney nos treinamentos com os cavalos e no processo de criação.

Há 28 anos, James era chefe da equipe do Stud Book Brasileiro, seção paranaense da Associação Brasileira de Criadores e Proprietários do Cavalo de Corrida, com sede em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. A agência é o organismo que se ocupa de elaborar e guardar os registros genealógicos da raça puro-sangue inglês. O médico veterinário era responsável pela emissão da certidão de nascimento dos equinos do Paraná e Santa Catarina.

Ele conhecia cada animal participante de corridas por sua genealogia. Conseguia fazer a tipagem de todos os cavalos puro-sangue inglês por meio da coleta de sangue para o DNA. Emitia o “RG” dos bichos. A profissão era tudo para ele, conta a ex-esposa. Segunda Elma, o ex-marido estava aflito nos últimos tempos por causa de uma injustiça que havia sofrido no trabalho. Sem entrar em detalhes do que teria ocorrido, ela se entristece ao lembrar do episódio, pois influenciou na saúde de James.

A paixão pelos cavalos também está espalhada pela casa da família. Ele guardou inúmeros prêmios e troféus da época do pai.

James era conhecido pelo jeito extrovertido e carismático; educado e elegante. Era “um lorde inglês” – herança da família tradicional. Espalhava sorrisos e sonhos. Adorava bater papo e tomar cafezinho. Aos domingos pela manhã, ouvia ópera nos discos do avô, Dante. O tempo dele era dividido entre a família, o trabalho e os programas esportivos que acompanhava pela televisão. Gostava de corridas de cavalo, campeonatos de motociclismo e dos jogos do Atlético. Durante os intervalos, ligava para os amigos e, entusiasmado, comentava sobre o evento.

Era religioso, mas não frequentava a igreja. James não saía de casa sem rezar em frente à Santa Ceia, herdada da avó, Cylá. “Era um grande guerreiro na defesa de sua família e de seu sobrenome; e não admitia injustiças”, destaca Elma.

O veterinário também era leitor assíduo da Gazeta do Povo. Até levava o jornal para o trabalho para compartilhar as notícias com os colegas.

Diante de situações difíceis, James mantinha o otimista e apregoava: “o páreo está ganho”. Partiu em 21 de maio. A causa da morte não foi descoberta. Deixa o filho James Luigi.

Lista de falecimentos - 02/06/2015

Condolências

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.