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lista de falecimentos - 12/05/2015

João Oscar Pilarski: o jogador de futebol que se tornou presidente do Clube Esportivo Guaragi

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

João Oscar Pilarski tinha duas paixões: jogar futebol e exercer a profissão de representante de vendas. O ponta-grossense ficou registrado na história do futebol da região dos Campos Gerais. Atuou como zagueiro nos times Servacol e Alvoradão, ambos de Irati; no Clube Esportivo Guaragi e no América, de Ponta Grossa. Também exerceu o cargo de presidente do Clube Esportivo Guaragi entre 2001 e 2007.

Um dos apelidos que ganhou na época em que jogava profissionalmente foi Figueroa – em alusão a um grande craque do Internacional dos anos de 1970. Nascido em Ponta Grossa, no bairro da Ronda, em 28 de fevereiro de 1952, Oscarzão, como era conhecido, ainda praticava o esporte em um time de veteranos.

Das conquistas no futebol, estão guardadas as faixas de campeão pelo Clube Esportivo Guaragi na Copa Arizona de Ponta Grossa, em 1979; de campeão varzeano de 1981, 1982 e em 1984, e também recortes de jornais com todas as lembranças sobre os times pelos quais passou. Está tudo no acervo da família. Na casa de Oscar também é possível encontrar as ferramentas e as peças que utilizava em seu primeiro emprego, na relojoaria Ávila, também de Ponta Grossa.

O esporte mais popular entre os brasileiros também ajudou o ponta-grossense a conhecer a esposa, Sônia. Quando adolescente, ela costumava assistir aos jogos do Guaragi e lá nasceu o namoro. Depois veio o casamento. Foram 37 anos de união e dois herdeiros, Leandro e Marcelo. “Ele soube repassar para os filhos e para a família todas as virtudes”, conta a esposa. Para os filhos, os ensinamentos mais memoráveis foram o incentivo ao estudo, o respeito ao próximo e às amizades. “Era paciencioso, amoroso. Um homem íntegro e honesto”, diz Sônia. O casal viveu aproximadamente 15 anos em Irati, nas décadas de 1980 e 1990, quando Oscar atuou nos clubes da região.

Um dos momentos de alegria mais lembrados pela família aconteceu durante uma das festas de aniversário dele. Ainda sem saber o sexo do bebê que a nora esperava, Oscar foi surpreendido durante o almoço de família. O filho Leandro anunciou para todos que ele seria avô de uma menina. A surpresa rendeu até choro. Onde quer que fosse, costumava mostrar fotos da netinha para os conhecidos.

A disposição de Oscar era inesgotável. Realizou um sonho aos 42 anos: concluiu o curso de Ciências Contábeis na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), em Irati. Aos 63 anos, ainda praticava esportes. “Se parasse de jogar futebol, acho que ficaria doente”, diz o filho Leandro. Planejava continuar trabalhando mesmo depois da aposentadoria. Os clientes e os colegas comentam que ele era o melhor vendedor de caminhões da região. Fez muitos amigos na profissão.

Oscar conseguiu transmitir um pouco da paixão pelos esportes para os filhos. Desde pequeno Leandro acompanhou o pai em algumas partidas e joga até hoje. Já Marcelo se encantou pelo vôlei na adolescência e assumiu, em 2013, o cargo de presidente do Clube Esportivo Guaragi – com o pai como vice – para dar continuidade ao trabalho de Oscar.

Na tarde de 9 de abril, o carro que Oscar conduzia colidiu de frente com um caminhão que transportava madeira, na BR-373, no distrito de Uvaia, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O caminhão chegou a tombar na rodovia. O motorista do veículo teve ferimentos leves; O ponta-grossense faleceu no local.

Com o objetivo de manter viva a memória do pai, os filhos agora seguem o sonho de reconstruir a sede social do Guaragi, que foi destruída por um incêndio anos atrás. “Fica o compromisso de a gente tentar dar sequência ao que ele queria fazer”, diz Leandro. Eles também pretendem reunir antigos jogadores dos times onde “Oscarzão” atuou para uma partida em sua homenagem. Deixa esposa, dois filhos, uma neta e quatro irmãos.

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