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lista de falecimentos - 27/10/2015

Jorge Ivo de Andrade: uma história de inspiração para os filhos

 | Arquivo da família/
(Foto: Arquivo da família/)

A vida de Jorge Ivo de Andrade foi dividida entre a dedicação ao trabalho e à família. A forma de enfrentar o cotidiano, nem sempre fácil, com serenidade e bom humor, tornaram-se inspiração para os filhos e familiares mais próximos.

O paranaense, natural da Lapa, mudou-se com a família para o Litoral do estado aos 15 anos. Escolheram a cidade de Morretes para trabalhar e, Jorge, o mais velho entre os filhos homens, sentia que tinha obrigação em ajudar o pai na lavoura e a levar o sustento para casa. Ao todo, eram em dez irmãos.

No final da década de 1970, trocou a lavoura pelos trilhos, após passar nos testes para trabalhar na Rede Ferroviária Federal. Pouco tempo depois, casou-se com Rosângela Moreira. Foram 36 anos de união e quatro filhos, aos quais ele se dedicou inteiramente. Quando se aposentou, em 1996, escolheu outra cidade do litoral para viver: Paranaguá. “Ele sempre ensinou que a família era o mais importante. Aos finais de semana, sempre queria reunir o pessoal para um churrasco, sem precisar de ocasião especial”, contam os filhos.

Torcedor do Santos e fã de Pelé, aproveitava as folgas jogando futebol com os amigos. O amor pelo time e pelo esporte é resultado do tempo em que o rei do futebol encantava os torcedores e inspirava novos atletas pelo país. Nas cidades do litoral, arriscava-se em torneios de futebol, mas se destacava mesmo quando jogava truco.

Depois de aposentado, gostava de pegar a bicicleta e sair para passear. Geralmente, pedalava por duas ou três horas, visitava amigos, sem pressa, como lhe era característico. A casa das irmãs dele, que moram em um bairro vizinho, estava entre os destinos preferidos, mas ele circulava por toda a cidade. “Era um homem muito tranquilo, de muitos amigos, a calma dele contagiava as pessoas”, lembra Thiago Andrade, o filho mais novo.

Nas horas vagas, divertia-se tocando sanfona para a família. Quando era jovem, costumava animar os bailes de Morretes e região. A música foi um dom repassado para dois dos quatro filhos. Eles não aprenderam a tocar sanfona, mas descobriram talentos para outros instrumentos, como a bateria, o violão, o cajón, entre outros. O caçula, inclusive, imitou o pai e decidiu levar o hobbie para as casas noturnas e os bares, onde ele anima as noites com o pop rock da banda Dom Ramon. O incentivo começava nos ensaios, que Jorge fazia questão que fossem marcados na casa dele. “Ele adorava que os ensaios da Dom Ramon fossem na nossa casa”, afirma Thiago.

No final de 2013, Jorge descobriu um tumor ósseo que tinha origem no pulmão. Iniciou o tratamento com cirurgia e quimioterapias, mas não deixava sua rotina de lado. “Continuava acordando cedo, pegava bicicleta e andava por Paranaguá. Se alguém perguntava como ele estava, a resposta era sempre: ‘lutando’”, lembra Thiago. Segundo ele, o pai sempre deixou claro que, independentemente de qual fosse a situação, o segredo era manter a calma e não se deixar abater. “Meu pai lutou dois anos contra o câncer e só perdeu um dia”, conformou-se o filho, Diogo.

Dia 8 de outubro, aos 63 anos, por complicações do câncer, em Curitiba.

Deixa esposa, 4 filhos, genro, nora, 7 netos e irmãos.

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