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Lista de falecimentos - 11/09/2015

José Luiz Ames: um exemplo de superação

José Luiz Ames construiu a carreira no comércio e deixou  esposa, filha | Arquivo da família
José Luiz Ames construiu a carreira no comércio e deixou esposa, filha (Foto: Arquivo da família)

Aos 15 anos de idade, José Luiz Ames, deixou para trás os pampas gaúchos em busca de novas oportunidades de trabalho em Maringá, no Noroeste do Paraná. Os pais e os dois irmãos dele também deram adeus ao pequeno município de Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul. A escolha da cidade foi estratégica. Naquela época, Maringá tinha economia pujante e promessa de emprego farto. Logo que chegou, José Luiz conseguiu serviço como garçom. A ideia era montar o próprio bar. Conseguiu em pouco tempo. O bom atendimento e os famosos quitutes garantiam a clientela.

Poucos anos depois, José Luiz conheceu Francisca. O casamento ocorreu rapidamente. Com a nova vida, o gaúcho decidiu deixar o bar para os irmãos e apostou em uma lanchonete. No início, um cômodo pequeno com apenas uma porta. Mas o espaço triplicou de tamanho em menos de um ano. Na mesma época, nova alegria: o casal teve uma filha. Mas mesmo trabalhando de segunda a segunda, as finanças começaram a despencar. O negócio faliu em poucos meses após o primeiro aniversário.

Em dificuldades, José Luiz viajou a São Paulo na tentativa de conseguir emprego. Chegou a vender passes de ônibus. Três meses após a tentativa frustrada, retornou para casa. “A situação financeira já não estava boa, não tínhamos casa própria e nesse período ficou muito mais difícil”, conta Franciele Ames, filha de José Luiz.

As eleições municipais se aproximavam. Com elas, os famosos comícios. José Luiz então enxergou ali uma oportunidade. “Meu pai, com a ajuda financeira do meu tio, foi ao atacado e comprou cerveja, refrigerantes e carne para espetinhos. Em três meses, ganhou tanto dinheiro que abriu, junto com o irmão, o CBT Bar”, explica a filha.

Mas José Luiz já não tinha mais crédito com fornecedores devido às dificuldades da época da lanchonete. Para contornar, servia mandioca frita na porta do bar para chamar os clientes. “Assim que o dinheiro foi entrando, quitou todas as dívidas”, diz Franciele.

Pela primeira vez, o trabalho engatou e possibilitou uma mudança de vida para o patriarca. O bar ficou famoso. Com o faturamento, conseguiu casa própria, carro e o maior objetivo de todos: graduar a filha. Franciele conta que o pai não a deixou trabalhar. “Ele repetia a mesma frase: estude para não ter que depender de ninguém no futuro”.

Seguindo as orientações do pai, a jovem se formou no curso de Farmácia da Universidade Estadual de Maringá. Engatou o mestrado na sequência. Seis meses depois, descobriu que estava grávida do namorado. O medo de dar a notícia ao pai foi um tormento. Segundo ela, o gaúcho de origem alemã era conservador. Mas o vovô se encantou ainda na gestação.“Eles acabaram convivendo por seis meses. Foi obra de Deus”, conta.

Com diabetes tipo 2, José Luiz teve complicações devido à doença. Foi internado com uma fibrilação atrial, uma espécie de arritmia, em 7 de julho. Debilitado, o quadro evoluiu para uma pneumonia e resultou na falência múltipla dos órgãos. Por volta das 17 horas de 26 de julho deu seu último suspiro. Deixa esposa, uma filha e uma neta.

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