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Lista de falecimentos - 01/08/2015

Laura Pilatti: exemplo de fé e determinação

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Os primeiros anos da vida de Laura Pilatti foram marcados por momentos ímpares. Nas prosas com a família, em tardes de domingo ou em dias de festa, ela costumava contar que quando era pequena as coisas não eram como hoje. Todos paravam para ouvir as histórias da nonagenária.

Natural de José Bonifácio, no Rio Grande do Sul, dona Laura relatava que a escola ficava quase a oito quilômetros de distância de sua casa e que o trajeto era percorrido a pé. Nos rigorosos invernos das terras gaúchas, os calçados iam à mão, para que não se estragassem. A estrada e os riachos “congelavam”, contava ela. Ao chegar à escola, os alunos passavam uma água nos pés e finalmente colocavam os calçados. Mesmo assim, Laura destacava que foi muito bom estudar.

Ela também trouxe do Rio Grande os costumes relacionados às celebrações do Natal – e com todas as minúcias. Não poderiam faltar os pinheiros enormes, os sinos, os belos enfeites que adornavam árvore e a casa, além do belo presépio. A tradição continua com os filhos da gaúcha.

A história de Laura no Paraná teve início com uma passagem por Pato Branco, no Sudoeste do estado, nos idos da década de 1950. Ela e o marido, Francisco, tinham uma empresa de erva mate. O empreendimento teve fim quando foi consumido por um incêndio. O sinistro pode ter abalado a família inicialmente, porém, o mais importante para ela e para Francisco foi salvo: a família.

Tempos depois eles viveram alguns anos em Itapejara do Oeste e depois veio nova migração. Em 1965, a família Pilatti chegou a Cascavel, onde fixou residência. Dona Laura viu a cidade crescer. Ela dedicava a vida à família na “Capital do Oeste”. Ficou viúva em 1977.

Devido à osteoporose, sofreu três fraturas no fêmur, mas não se deixou abater. Estava sempre rindo e passando mensagens de otimismo às pessoas em sua volta. “Os médicos diziam que ela era uma mulher de vidro”, conta o filho Cesar Pilatti. As pessoas iam visitá-la e voltavam renovadas com a alegria e fé que ela demonstrava, mesmo quando estava em recuperação. No hospital e em casa mantinha a comunhão com Deus por meio da oração.

Dona Laura sentia muita alegria ao falar dos filhos e netos, pois todos se tornaram pessoas queridas na sociedade. Entre os netos, figuram odontólogos, engenheiros e advogados e um médico, o que a deixava muito feliz. Sempre fez questão de valorizar os estudos.

Completou 94 anos em 6 de julho, mas não pôde comemorar a data como nos anos anteriores, pois estava hospitalizada. Faleceu um dia após o aniversário. Cesar cita um trecho do dramaturgo francês Victor Hugo como uma metáfora que sintetiza a perda da mãe: “Viu ela partir como um navio que se afasta do cais, mas no outro lado do horizonte, aqueles que já foram, a esperam de braços abertos”. Deixa os filhos Erci, Nelci, Lurdes, Ieda e Cesar, 13 netos e nove bisnetos.

Lista de falecimentos - 01/08/2015

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