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Lauro Grein Filho: a vida nos corredores da Cruz Vermelha

 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
(Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Dos 94 anos de vida, 46 foram dedicados ao Hospital da Cruz Vermelha. Essa trajetória foi a sua grande missão na medicina. Em 1967, Lauro Grein Filho assumiu a responsabilidade de chefiar a instituição em uma fase difícil. Em poucos meses na presidência, ele melhorou a estrutura do hospital aumentando o atendimento de internação de 3 para 30 leitos. O feito evitou o fechamento da Cruz Vermelha.

Lauro Grein Filho nasceu em Rio Negro, no dia 9 de agosto de 1921, filho dos imigrantes alemães Lauro Grein e Maria da Conceição Sabóia Grein. Em Curitiba, cursou o ensino básico no Colégio Estadual do Paraná e em 1943, formou-se em medicina em pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Após realizar especialização no Rio de Janeiro, recebeu um convite para trabalhar no Hospital de Castro (PR). Nesta fase, interessou-se pela política, ajudou na campanha do seu pai na disputa como prefeito e foi eleito vereador exercendo a função de presidente da Câmara Municipal de Castro (1959-1960).

Nas ruas da pequena cidade de Castro, Lauro Grein conheceu Zirce, uma moça que lhe encantou. Ela, quando o viu pela primeira vez, sentenciou o casório. Carinhosamente, Zirce sempre o chamava de “gatão”. Com 60 anos de casamento, tiveram cinco filhas. “Ele nos chamava de a cara do pai, a loira do pai, o anjo do pai...cada uma tinha um apelido amoroso”, relembra emocionada a filha Marisa Grein Moniz de Aragão.

Após 15 anos morando em Castro, Lauro Grein retornou para Curitiba na companhia da esposa e filhas. Além de dedicar-se ao Hospital Santa Cruz, ele manteve uma paixão por diferentes áreas artísticas. Como escritor, publicou quatro livros. Em 2002, lançou Luzes da Memória, obra que reúne 85 crônicas publicadas na Gazeta do Povo, no qual foi colunista por longos anos. Também foi integrante da Academia Paranaense de Medicina, Sociedade Brasileira de Médicos Escritores e do Centro de Letras do Paraná. Ocupava a cadeira nº 31 da Academia Paranaense de Letras.

Como amante de boas histórias, ele transmitia os seus conhecimentos para as filhas, netos e bisnetos. Com a ajuda de fantasias, o médico transformava-se em contador de histórias. Algumas vezes, o jaleco branco deu espaço para o traje colorido com o intuito de alegrar os pacientes da Cruz Vermelha. Esse espírito alegre encantava os colegas de profissão e os funcionários do hospital.

A música também foi uma paixão constante. Lauro Grein admirava os clássicos da MPB. Nas viagens com a família, cantarolava ao volante. Ele gostava de conhecer outros lugares. Nos últimos dias de vida, a memória lhe era falha, mas ele não se esqueceu das letras das suas músicas favoritas e cantava alegremente. Nas festas na companhia dos familiares, contava piadas e boas histórias. Lauro Grein foi um homem dedicado à medicina e extremamente presente na vida dos seus familiares.

Deixa a esposa Zirce Greim, filhas, netos e bisnetos.

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