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lista de falecimentos - 26/10/2015

Luiz Cláudio Surugi Guimarães: o pioneiro na criação de búfalos

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

“Só tem alegria aquele que planta e cria”. Era o grande conselho de Luiz Cláudio Surugi Guimarães para quem lhe pedisse a “fórmula do sucesso”. Tomou o ensinamento também como um lema e assim construiu a carreira. Curitibano, viveu a vida toda na capital paranaense, mas deixou frutos do trabalho como empresário e pecuarista por todo o estado.

Estabeleceu fazendas em inúmeras cidades, como Arapoti, Siqueira Campos, Cândido de Abreu e Morretes. Nas propriedades, colocava em prática a “fórmula da alegria”: plantava e criava. O plantio era destinado para manter a alimentação da família e de todos nas propriedades. A criação era o grande forte do empresário, que criou búfalos por mais de 30 anos.

Luiz era conhecido por ser um dos primeiros criadores de búfalos do Paraná e incentivou a profissionalização da cultura. Mais tarde presidiu a Associação de Bubalinocultores por vários anos. Se interessou pela atividade quando fez uma viagem para a Índia e descobriu o sabor da carne e dos derivados do búfalo. Depois disso, evoluiu na criação sem parar.

Luiz não media esforços na hora de receber visitas em casa. Era tão receptivo que todos os dias tinham no mínimo oito pessoas na mesa do almoço. Também organizava festas inesquecíveis, sempre movidas a muito churrasco. Em ocasiões especiais, até dois bois inteiros eram assados durante as comemorações.

O curitibano teve cinco filhos. Desde muito jovem gostava de estar reunido com a família. Os pais, Álo Ticoulat e Nazira Guimaraes, já falecidos, o criaram sempre próximo e estavam presentes em todos os momentos. Luiz foi assim também com os filhos, fez questão de estar presente todos os dias passando os valores em que acreditava. Não abria mão da boa educação, sempre possibilitando que os cinco tivessem a oportunidade de garantir um diploma na universidade.

Também ensinou valores e tradições aos afilhados e amigos próximos. Vindo de uma família libanesa, nunca deixou de lado a cultura dos antepassados.

Fazia questão de manter vivos os laços com o país dos avós. A culinária, nesse sentido, teve uma grande importância. Era comum ele ensinar as receitas típicas do Líbano. Ensinava também como preparar carneiros inteiros só usando sal grosso e grandes caranguejadas.

Gostava de pesca e também de estar em contato com a natureza. Quando podia, viajava para a praia. Estava sempre acompanhado durante as pescarias. Ensinou o hobby para amigos, filhos e netos. Ao longo da vida, Luiz construiu uma casa de frente para a baía de Guaratuba e, nos fins de tarde, gostava de ir até a varanda para ver o sol se pôr.

O contato com a natureza não era deixado de lado quando voltava para Curitiba. Em casa, ele mantinha plantas e muitos passarinhos. Era uma forma de se sentir mais perto do mundo.

A preservação do meio ambiente era assunto de extrema importância para o empresário. “Ele se orgulhava de manter reservas ambientais nas propriedades. Tinha um respeito enorme e muita preocupação pela fauna e pela flora dos locais em que passava. Dizia sempre que amava o meio ambiente”, conta o afilhado Luiz Antonio Leprevost.

Luiz Cláudio, além de agropecuarista, era também advogado. Formou-se quando era jovem e exerceu a profissão por pouco tempo. Ele se “aposentou” logo depois da formatura e passou a usar o Direito somente na própria vida, sempre atento às leis.

Após ter sido internado por causa de uma pneumonia, Luiz Cláudio morreu de insuficiência respiratória. Ele deixa a esposa, Olga, cinco filhos, muitos afilhados, amigos e admiradores.

Dia 12 de outubro, aos 85 anos, de insuficiência respiratória, em Curitiba.

Lista de Falecimentos - 26/10/2015

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