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Lista de falecimentos - 25/04/2015

Manoel Gimenes: o quase jogador de futebol que tinha paixão pela natureza

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Com exceção de uma parte da adolescência em que morou em Santos (SP) e por pouco não virou jogador de futebol – o pai não quis assinar contrato por julgar não ser uma profissão digna –, Manoel Gimenes viveu toda a sua vida na região de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Longe das quatro linhas, o “Mané”, como era carinhosamente conhecido, dedicou grande parte de sua vida à área da saúde. Auxiliou na administração de hospitais do Oeste do estado. Inclusive foi em um deles, no antigo São Vicente de Paula, que conheceu a esposa Delicia. “Estava acompanhando uma cunhada que ganhou bebê. Depois fiquei sabendo que ele chegou a fazer hora extra para poder ficar mais tempo perto de mim”, recorda-se a esposa.

Desse amor à primeira vista nasceu uma união de quase 40 anos, que foi oficializada com o matrimônio em 1977, e ganhou ainda mais força com o nascimento dos três filhos: Juliane, em 1978; Gislaine, em 1979; e William, em 1989.

Após trabalhar no Hospital Dr. Nelson Mendes, em Santa Terezinha de Itaipu – que tinha a psiquiatria como especialidade –, Manoel foi testemunha viva do desenvolvimento da região. O impulso principal foi a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Foi contratado pelo consórcio Unicon (um dos responsáveis pelas obras da usina), em 1981, e anos depois, em 1995, foi efetivado para trabalhar na binacional a serviço do Hospital Ministro Costa Cavalcanti.

Apesar de desgastante, o papel de prestar assistência médica aos milhares de funcionários da usina e seus familiares nunca tirou a tranquilidade de Manoel. Nos primeiros anos com a nova função, a família chegou a viver em terras paraguaias, na Área 5, uma das opções de moradia cedidas por Itaipu. Depois se mudaram para a Vila A, outro bairro com casas construídas para os empregados.

Manoel cultivou muitas amizades e era presença certa nas confraternizações organizadas fora do ambiente de trabalho. “Íamos três vezes por semana na antigo Grêmio (onde atualmente funciona a Associação dos Empregados da Fundação de Saúde Itaiguapy – Assefy). Lá passávamos um bom tempo jogando futebol, peteca e truco”, conta o filho William. E Manoel gostava de viver rodeado de gente. Participava de acampamentos, pescarias e aventuras gastronômicas. Na cozinha, a especialidade era feijoada; na churrasqueira, peixe assado.

Também não negava uma dança para a esposa, e sempre a acompanhava em festas e bailes. “Era um pé de valsa. Nosso último baile foi ano passado, em Missal (PR)”, recorda.

Profundo admirador da natureza, aliou a paixão à profissão ao ser transferido para o Refúgio Biológico Bela Vista, em 1998. Trata-se de uma unidade de proteção ambiental criada nos anos 70 para receber milhares de animais “desalojados” por Itaipu. “Ele queria sair um pouco do escritório e percebemos que ficou muito satisfeito com o novo emprego”, afirma Delicia.

O apreço pelo meio ambiente era tanto que logo após a aposentadoria , em 2010, usou o dinheiro que tinha guardado para comprar uma chácara em Missal, cidade também localizada no Oeste do Paraná. Para lá se mudou com a esposa em busca da tranquilidade da vida do campo. O casal tinha o sertanejo de raiz como trilha sonora.

Além de moradia, a chácara também se tornou ambiente para encontros com os velhos amigos e a família, que cresceu ainda mais com a presença dos netos Katrine, José, Mariana, Augusto e Arthur. Em 2013, nasceu Alícia Valentina, a primeira bisneta.

Em março, Manoel teve uma infecção pulmonar e os rins foram afetados devido à baixa imunidade. Também passou por um procedimento de cateterismo no coração. Morreu após uma parada cardíaca no Hospital São Lucas, em Cascavel. Deixou a esposa, os três filhos, cinco netos, uma bisneta e muitos amigos e admiradores.

Dia 13 de abril, aos 59 anos, de parada respiratória após complicações generalizadas, em Cascavel.

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