
A música sempre foi uma das paixões da cabeleireira Maria Joana Schneider. Ela tocava violão, guitarra e teclado.Também tinha composições musicais próprias. Evangélica, suas canções eram de adoração a Deus. Há pouco mais de dois meses realizou um sonho antigo: gravou um CD com músicas de sua autoria. Nas horas de folga, quando não estava cantando e tocando seus instrumentos musicais, dedicava o tempo para a leitura da Bíblia Sagrada.
Católica de berço, converteu-se à religião evangélica aos 17 anos e atualmente era membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Frequentava o templo do bairro São Cristóvão, em Cascavel, cidade onde passou a residir desde os 6 anos, após deixar Guarapuava, município da Região Central do Paraná, onde nasceu. Louvar a Deus com canções fazia parte de sua rotina; na igreja cantava alegremente os hinos religiosos.
Um dos momentos marcantes de sua vida foi quando reencontrou o pai – depois de 34 anos de separação. Ele saiu de casa quando Maria Joana tinha 6 anos e ela só voltou a reencontrá-lo aos 41 anos, em um dia marcado pela emoção. Sempre preocupada com o bem-estar dos filhos e netos, viajava com frequência para Bahia, Minas Gerais e Rondônia para visitá-los. Também não se esquecia daqueles que moravam em Medianeira e Pato Branco. A família era a base de vida da cabeleireira.
Sem ter estudo específico sobre química, Maria Joana desenvolveu uma fórmula para tratamento capilar; fazia efeito nas pessoas que usaram. Homens que experimentaram o produto perceberam que a queda de cabelo foi revertida. O produto fez sucesso, mas, por não ter formação em bioquímica, ela nunca pôde registrar seu experimento.
A cabeleireira, que tinha um salão de beleza em sua casa, também no bairro São Cristóvão, não deixava de estender a mão para quem precisasse. Com muito amor, dedicava a sua vida para servir aos mais necessitados. Ela nunca buscou reconhecimento ou esperava algo em troca. “Agradecemos a Deus por ter nos concedido a honra de tê-la como mãe e nos ensinar a viver segundo os seus exemplos. Fica a saudade e um amor enorme”, dizem os filhos.
Recentemente foi diagnosticada com um grave tumor no cérebro. A doença obrigou os médicos a realizarem uma cirurgia. O estado de saúde dela se agravou após alguns dias internada na UTI do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop). Partiu em 16 de junho. Deixa o marido José, os filhos Cleonice, Adilson, Noeli, Adir, Claudir e Osni, e 13 netos.







