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Lista de falecimentos - 01/09/2015

Mario Franco Pinto: as brincadeiras do paizão Dedi

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

O paulista Mario Franco Pinto chegou a Curitiba, aos 16 anos, para trabalhar. Ele havia conseguido uma vaga na Elco Engenharia e por lá ficou. Foram pouco mais de 40 anos na mesma empresa. A permanência na atividade por tanto tempo era sempre motivo de grande orgulho para Mario. Com tantos anos atuando como engenheiro elétrico, ele se tornou uma figura marcante nos corredores da Elco. Gostava sempre de dizer que as pessoas que conheceu na empresa eram a segunda família e que o local de trabalho, a segunda casa.

Em uma das idas até a empresa, teve a surpresa de reencontrar Irene, amiga de infância que não via desde que mudou para a capital paranaense. O namoro entre eles começou pouco tempo depois. Em 34 anos de casamento, tiveram três filhos: Pedro, Jaline e Graziele.

Durante as folgas do trabalho, o programa era quase sempre o mesmo: as viagens em família. Junto com a esposa e os filhos, pegava o carro e ia conhecer uma nova cidade. No caminho todo, Dedi, como ele era chamado pela esposa, brincava de vender uma pulga imaginária para os filhos. “Ele dizia que tinha pulgas especiais na sua mão e tentava vender pra gente. Fazia isso em todas as viagens”, conta a filha Graziele.

Quando não estava com a esposa, filhos ou netos, Mario tinha a companhia dos cunhados Arildo e Arlindo. O lazer favorito dos amigos era ir pescar. Não tinham um lugar definido, sempre buscavam um novo lugar para garantir bons peixes. A trilha sonora de músicas caipiras era a marca do trio, principalmente de Mario. Artistas como Teixeirinha e Tonico e Tinoco tocavam em todas os passeios de carros que fazia.

Os dias de folga que passava em casa significavam praticamente voltar a ser criança. Parava para assistir aos DVDs do Asterix, que faziam parte da sua coleção de desenhos do personagem. Como não teve a oportunidade de curtir as animações quando era criança, aproveitava as folgas para compensar. Quando descansava, tinha uma espécie de “ritual”. Ficava esfregando um pé no outro para relaxar.

Longe da televisão, a atenção ficava toda para os quatro netos. Para eles, o avô não era Mario, era o “amorzão”, tamanha a conexão que tinha com as crianças. Ele era um homem de presença marcante. Muito próximo de todos, cuidadoso e sempre brincalhão. Se precisasse, passava a noite toda acordado cuidando dos pequenos que não conseguiam dormir.

As noites de domingo eram reservadas para a igreja. Mario fazia questão de ir às missas todas as semanas. Na Comunidade São Cristóvão, no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), fazia suas orações e exercitava a devoção em Nossa Senhora Aparecida. Era também figurinha carimbada nas excursões para Aparecida organizadas pela comunidade.

Em junho deste ano, Mario descobriu um câncer no estômago. Sete dias após o diagnóstico, teve de passar por uma cirurgia. Depois do procedimento, ficou mais 46 dias internado. Neste período teve complicações. Não resistiu à infecção durante a recuperação. Deixa esposa, três filhos, quatro netos, a nora Patricia, que tinha como uma filha, dois cunhados e quatro irmãos.

Lista de falecimentos - 01/09/2015

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