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lista de falecimentos - 02/04/2015

Marly Halila Vieira: a vida e a caridade entre Curitiba, Goiânia e Pontalina

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Por ser muito religiosa, a igreja tomou papel fundamental na vida da curitibana Marly Halila Vieira. Desde jovem era frequentadora da Igreja do Rosário, que ficava próxima de sua casa, no bairro São Francisco. Lá, recebeu lições que a transformaram na mulher altruísta e dedicada à família que se tornou.

Em uma das missas, ela conheceu o jovem estudante de direito Orizone José Vieira, que mais tarde se tornou seu marido. Tiveram cinco filhos. Uma esposa dedicada, Marly sempre tomou as rédeas da família e era ela quem cuidava da casa e dos filhos do casal. Mantinha tudo em ordem e ainda sobrava tempo para suas ações de caridade em prol da comunidade.

Por conta do trabalho do marido, Marly se mudou para Goiânia e continuou se dedicando à casa, à criação dos filhos e ao auxílio para as pessoas necessitadas da cidade. Depois da capital, a família se fixou em Pontalina, também em Goiás. Tinham uma casa espaçosa, construída em um grande terreno, e o local esteve sempre aberto para receber as pessoas que por ali passavam.

Todos os anos, Marly e a família vinham visitar amigos e parentes de Curitiba e São João do Triunfo. Trazia na bagagem roupas e alimentos para seguir com as suas ações de caridade.

Nos períodos em que visitava a tia no Centro-Oeste brasileiro, o sobrinho Ney Zanardini recorda que ela atendia a muitas ligações. Ele conta que a casa no interior de Goiás sempre estava muito movimentada e aqui em Curitiba não era diferente. “A tia Marly teve uma vida muito voltada a ajudar o próximo. Era algo que vinha desde a infância, pois sempre foi muito prestativa com a irmã e os sobrinhos. Ela era muito cuidadosa, uma ‘enfermeira’ de mão cheia”, relembrou o sobrinho.

A dedicação ao próximo foi passada para seus filhos. Marcos, advogado a exemplo do pai, seguiu os passos da mãe e prestava auxílios jurídicos à comunidade. Juntos, mãe e filho também faziam doações de roupas e alimentos.

A família sempre ficava em festa com as temporadas de Marly na capital paranaense. Todos se reuniam para recebê-la; almoços e jantares sempre preparados com carinho e cuidado. Ela gostava muito de fazer compras quando vinha para o Paraná. A curitibana também aproveitava para matar as saudades das tradicionais balas de banana de Antonina e do refrigerante de gengibirra. Marly gostava tanto das “iguarias” que comprava grandes quantidades para o retorno a Pontalina, já que lá não encontrava esses produtos.

Entre seus hobbies, a culinária era o que mais se destacava. As pamonhas eram sua especialidade e todas eram preparadas com muito capricho. Também gostava muito de bordar e costurar. Sempre que podia confeccionava uma roupa para presentear algum familiar ou amigo.

Apesar da distância física entre Pontalina e Curitiba – aproximadamente 1,2 mil quilômetros –Marly sempre manteve um contato muito forte com os familiares da capital paranaense. Eram comuns as cartas e os telefonemas por meio dos quais mantinha um vínculo forte com os irmãos e sobrinhos. A ligação de 5 de janeiro, dia de seu aniversário, era sempre uma das mais especiais. Por longos minutos, os irmãos e sobrinhos podiam matar a saudade e desejar os votos de feliz aniversário.

Para os familiares, a festa de Bodas de Ouro do casal é uma das lembranças mais queridas. Na ocasião, todos se reuniram na casa de Marly e Orizone, em Pontalina, e puderam apreciar uma grande comemoração. A festa teve até uma homenagem que emocionou a todos: uma música cantada por Orizone e dedicada à esposa.

Sempre muito elegante, os óculos escuros com lentes grandes eram uma marca de dona Marly. Contam que o jeito de se vestir lembrava o de atrizes de cinema. O sotaque, marcado pela mistura entre o paranaense, goiano e mineiro, deixava sua personalidade ainda mais simpática.

Uma complicação depois de uma cirurgia de ponte de safena interrompeu a trajetória de Marly neste mundo. “Ela sempre estará viva no coração da família. Era uma referência para todos”, destaca o sobrinho Ney. Viúva desde 2014, deixa quatro filhos, quatro netos, uma bisneta, três irmãos, sobrinhos, sobrinhos-netos, além de muitos amigos nas cidades onde morou.

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