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Newton Martins de Oliveira: uma vida dedicada ao rádio

 | Arquivo pessoal
(Foto: Arquivo pessoal)

Músicas, ruídos e efeitos... essas eram algumas das ferramentas utilizadas por Newton Martins de Oliveira para adentrar no imaginário do ouvinte. Trabalhar no rádio foi uma escolha influenciada por uma paixão de infância. Foi nos corredores da Rádio Clube Pontagrossense que ele aprendeu a operar os equipamentos de som com maestria e encantou-se com a sonoplastia. Para os amigos de carreira, ele era um dos melhores operadores de som do Paraná.

Newton Martins nasceu em Castro (PR) e depois mudou-se para Ponta Grossa (PR). Aos 15 anos começou a trabalhar na rádio, em uma época em que os recursos tecnológicos dependiam completamente das mãos do operador. Para gravar um comercial, a exatidão era necessária para evitar os “buracos”. Ele não admitia esse espaço vazio e exigia rapidez dos colegas que o ajudavam nessa função. “O gravador Akay, onde era feita a gravação do comercial, ficava um pouco distante e eu ficava encarregado de acioná-lo. Parece que ouço ele dizendo: vai, vai!”, diz o colega de profissão Nelson Ribeiro.

Na Rádio Clube Pontagrossense, foi um dos primeiros operadores do horário matutino. Ainda hoje esse é o turno de maior audiência da rádio. Por mais de 20 anos, ele ocupou esse cargo de confiança com muita responsabilidade. Além da longa carreira na rádio, também trabalhou na TV Esplanada e na TV Paranaense. Em 1982, assumiu a presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Rádiodifusão do Estado do Paraná, onde sempre se dedicou para garantir os direitos dos trabalhadores.

Na juventude, Newton Martins fazia o tipo “boa pinta”. O cabelo bem penteado, uma bela camisa e um perfume sempre lhe agradaram. Ao assumir o volante do seu antigo Opala, parecia um personagem interpretado por Marlon Brando. Depois do expediente, saía com os amigos para jogar sinuca e bater um papo. Certa vez, a conversa se estendeu até o amanhecer e os colegas de trabalho levaram um frango assado para comer durante o trabalho na rádio. “Com ele, não tinha tempo ruim”, recorda Nelson Ribeiro.

Fitas K-7 com músicas selecionadas eram presentes que distribuía a amigos e familiares. Em 1970, em uma época distante da facilidade de distribuição da internet, esse gesto demostrava todo o afeto de um homem com um grande coração.

Nos finais de semana, ele fugia da correria de Curitiba para refugiar-se no campo na companhia da família e dos amigos. Na sua chácara no município de Carambeí, gostava de fazer churrasco ao som de músicas sertanejas, principalmente das canções da dupla Milionário e José Rico. Para a filha Vivian Baniski, esses são os momentos que ficarão eternizados na memória.

No dia 29 de outubro, noite anterior ao seu falecimento, ele conversou com a filha ao telefone sobre a viagem para Carambeí. Desta vez, iria para resolver a organização do aniversário de 15 anos da neta. Como pai e avô, não media esforços para ajudar. Porém, na madrugada do dia 30 de outubro ele sofreu um enfarte fulminante e não resistiu. Para a família e os amigos, ficou na memória os momentos alegres compartilhados com Newton Martins de Oliveira, um homem que fez parte da história do rádio e da televisão paranaense.

Deixa a esposa, Beatriz de Alves de Carvalho, sete filhos e netos.

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