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lista de falecimentos - 10/09/2015

Renato Gomes Nápoli: um olhar atento sobre Ponta Grossa

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Acordar todos os dias às 6 horas, tomar banho, fazer a barba e visitar os filhos. Assim era a rotina de Renato Gomes Nápoli, pai dedicado e atencioso. Lembrado como alguém bem-humorado e brincalhão, fez questão de transmitir aos cinco filhos seus princípios de vida: honestidade, respeito ao próximo e religiosidade.

Natural de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, foi um dos fundadores da Ibema Papelcartão, uma das maiores empresas do ramo no Brasil. Aprendeu a empreender com os avós, com que começou a trabalhar muito novo.

‘RT’, como era conhecido no meio profissional, era o tipo de pessoa que trabalhava de domingo a domingo. Falava em negócios até mesmo quando ia para a Represa de Alagados, onde tinha uma casa e passava os fins de semana. Desbravador, viajou a trabalho por aproximadamente 40 países, mesmo falando apenas o português.

Sempre engajado e proativo, foi presidente da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG). As duas gestões ficaram marcadas pelas campanhas em prol da população da Princesa dos Campos. Em uma delas, a “Ponta Grossa mais Natal”, conseguiu iluminar a cidade no período das festas de fim de ano com o dinheiro arrecadado com empresários. Já a “campanha dos 200 mil eleitores” mobilizou os ponta-grossenses a irem votar. O objetivo, honrosamente alcançado, era atingir o número mínimo de cidadãos votantes para que pudesse ocorrer o segundo turno na eleição municipal.

A sensibilidade, integridade e o espírito comunicativo o tornaram conhecido dos empresários de Ponta Grossa. Chegou muito perto de lançar a candidatura como prefeito, mas desistiu por não concordar com regras e atitudes dos partidos.

Angela, a filha mais velha, foi quem ajudou o pai a criar os irmãos. Aos 9 anos, a menina se tornou uma grande companheira para Renato, que se separou da mãe dela. Os dois estabeleceram uma relação especial. Quando ele adoeceu, em 2014, a filha permaneceu ao seu lado. Apesar da enfermidade, que afetou a memória de Renato, em momento nenhum o pai se esqueceu de quem era ela.

Para a esposa Vera, com quem era casado há 11 anos, Renato era a pessoa mais humilde e bondosa que existia. Os dois se conheceram nos idos da década 70 e costumavam sair juntos com um grupo de amigos. Por desencontros da vida, acabaram perdendo o contato por 20 anos, mesmo morando na mesma cidade. O reencontro, em uma festa infantil, logo se transformou em namoro.

O companheirismo sempre foi o aspecto mais marcante da relação. Vera acompanhava o amado em muitas de suas aventuras. Gostava de pilotar avião e kart nos dias livres. Também gostava de estar com a família e levar todos para passear na “Crisântemo”, sua lancha vermelha. Vermelho, aliás, era uma cor marcante na vida de Renato. Sua caminhonete também era dessa cor e o fazia ser identificado de longe nas ruas cidade.

No último ano, Renato mudou-se para uma casa próxima à residência de um dos filhos. Passou os últimos meses junto daqueles que mais gostava. Deixa a esposa, Vera, cinco filhos e dez netos.

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