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obituário

Roseli Milani de Paula: alegria até nos momentos difíceis

 | Arquivo Pessoal
(Foto: Arquivo Pessoal)

Sempre com um sorriso no rosto, Roseli Milani de Paula encarava a vida de forma leve. Não dispensava uma boa cuia de chimarrão pela manhã e conhecia o Fazendinha, bairro onde morava, inteirinho.

Nascida em Jandaia do Sul, no interior do Paraná, chegou a Curitiba ainda criança, lá pelos 10 anos de idade, e foi na capital paranaense que constituiu sua família. O namorico de portão com um vizinho, José, virou casamento, e da união, que durou 27 anos, vieram os filhos, Gustavo e Carolina. Adoravam viajar para o litoral juntos e curtir as crianças.

Para dar o máximo de atenção possível aos filhos, Roseli optou por não trabalhar por muitos anos, dedicando-se com esmero ao lar. Fazia todas as vontades dos dois, chegando a ir junto com Carolina em seu primeiro dia numa escola nova, já no ensino médio. Para o menino, cozinhava arroz em uma panela separada, pois Gustavo preferia o acompanhamento de um jeitinho especial, diferente do apreciado pela família.

Era filha única, mas compensou a falta de irmãos com amigas muito especiais, numa relação mais forte do que muito laço sanguíneo poderia gerar. Com as companheiras, que a chamavam de Rose, adorava fazer crochê. Roseli torcia para que alguma delas errasse o trabalho, só pra poder desmanchar tudo e recomeçar.

Além das agulhas e da erva-mate, Roseli encontrou outra paixão quando decidiu voltar ao mercado de trabalho, depois que os filhos já estavam crescidos. Como condutora de van escolar e conhecida como “tia Rose”, amava trabalhar com crianças, que a adoravam. Os pequenos faziam a alegria de Roseli e sempre lhe proporcionavam alguma história engraçada para dividir com a família. Muito devota a Nossa Senhora de Fátima, também foi catequista, preparando crianças para a Primeira Comunhão.

Fazia amizades em qualquer lugar. Era adepta dos papos de elevador e nos churrascos aos quais ia sempre chegava abraçando todos, dizendo que estava “passando energia”. Também amava distribuir “beijos de vaca”, como chamava as lambidas nas bochechas dos amigos.

Enfrentou e venceu um câncer em 2009, mas, quando descobriu que a doença havia voltado, seu jeito de levar a vida e os amigos que conquistou foram fundamentais para o tratamento. Nas sessões de quimioterapia a animação era obrigatória, bem como a compreensão e a parceria durante os momentos de desabafo. Também não “entregava os pontos” facilmente. Além da quimio, procurava tratamentos alternativos, visitando nutricionistas e investindo em alimentos que fossem bons para a saúde. Lutou até o fim, deixando em todos lembranças cheias de cor e com cheiro de mate no ar da manhã.

Dia 9 de novembro, aos 48 anos, de câncer de mama. Deixa marido, filhos e amigos.

Colaborou: Mariana Balan

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