
Ubirajara Fatuch Leal, o Bira, para os íntimos, podia dizer que conhecia muito da biografia de Jesus. Em um teste realizado em uma mídia social, em dezembro do ano passado, por exemplo, acertou com louvor 100% das respostas.
Segundo a família, Bira sempre foi muito religioso. Há dez anos havia deixado a Igreja Católica, e vinha frequentando a Igreja Cristã Maranata. Já tinha lido várias vezes a Bíblia, mas seu conhecimento amplo não estava restrito somente à religião. Gostava de História e de Geografia. Em qualquer conversa, o interesse pelos fatos históricos serviam para contextualizar o que dizia.
Empresário do ramo de iluminação e projetos, sua rotina era das mais simples; e essa era a forma com que Bira gostava de nortear sua vida pessoal.
Era uma pessoa de poucos, mas bons amigos, e lembrava-se da data de aniversário de cada um. Com uma “memória de elefante”, também não se esquecia das datas importantes na família.
Estudou no Colégio Militar de Curitiba, no bairro Tarumã; e se formou em Economia pela FAE.
No tempo livre, mantinha uma paixão por automóveis. Colecionava miniaturas de carros esportivos. De diferentes escalas e épocas, no total, eram 80 carros. Tratava daqueles objetos com carinho e cuidado.
Na família Leal todos da segunda geração tinham nomes indígenas. O pai de Bira, Potiguara, de origem portuguesa, costumava explicar que os nome dos filhos tinham sido escolhidos em homenagem aos habitantes autênticos do Brasil. Bira, porém, não seguiu o pensamento do pai. Os dois filhos, Bernardo e Heloísa, têm nomes que são comuns no Brasil atual.
Separado há alguns anos, estava temporariamente morando com um dos irmãos. A mudança para um novo endereço era para ter sido feita nos últimos dias. Não deu tempo. Um enfarte impediu que esse objetivo se realizasse. Deixa os filhos Bernardo e Heloísa.
Dia 17 de abril, aos 57 anos, de enfarte, em Curitiba.
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