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Lista de falecimentos - 11/07/2015

Valdir Souza: empresário e músico rubro-negro

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

A família mineira de Valdir Souza chegou a Paranaguá, no Litoral do Paraná, quando ele tinha poucos dias de vida. Ele cresceu na região e tornou-se um empresário dedicado e apaixonado pela cidade conhecida como a “Mãe do Paraná”.

Os mineiros, sempre muito unidos, foram criados desde o nascimento com os ensinamentos cristãos e participavam da Igreja Assembleia de Deus. Lá, Valdir, o filho caçula, começou a demonstrar o dom para a música. “Desde cedo ele cantava na igreja. Fez parte do grupo Triunfal, que se apresenta em várias comunidades evangélicas da cidade, e participou da banda Acordes de Jerusalém”, conta o irmão Valdeir Souza. Quando começou a se dedicar à música, Valdir tinha pouco mais de 10 anos e, com o tempo, aprendeu a tocar trompete e trompinha. Admirava cantores cristãos e era fã de alguns deles. “Vitorino Silva, Lauriete e Mara Lima eram alguns dos que ele ouvia bastante”.

Na infância, os cinco irmãos da família Souza gostavam de bagunça. A partir da adolescência, passaram a desenvolver uma grande amizade. “A gente tinha liberdade para chamar um ao outro para uma conversa séria, caso fosse preciso. Ele sempre acatava os conselhos”, afirma.

Na vida profissional, Valdir se formou técnico em Eletrotécnica e se dedicou a uma oficina que fazia reparos em motobombas, motores elétricos e ferramentas de pequeno porte. “Ele sonhava em fazer a oficina dele pujante, lutou a vida toda por isso”, ressalta o irmão. Mais tarde, a pequena oficina se tornou a empresa líder desse tipo de serviço no Litoral. “Hoje conquistou um nome respeitado e sólido por seus serviços de qualidade e por sempre fazer questão de utilizar peças novas, originais e de primeira linha”, destaca o site da empresa.

Aos fins de semana, o mineiro adorava sair com a família para visitar outras cidades. Se o tempo era curto, iam até Santa Catarina. Se tinham uns dias a mais de folga, o destino preferido era Minas Gerais; iam visitar os parentes. “Ele também adorava ir a Londres, pois uma filha e dos dois netos moram lá”, acrescenta Valdeir. Quando os filhos e sobrinhos eram pequenos, ele também vivia procurando motivos para dar umas voltas com os pequenos. “Era muito carinhoso com as crianças dele e com os sobrinhos também”, destaca.

Outro destino comum de Valdir era o Rio de Janeiro. “Saiu muitas vezes de Paranaguá para ir assistir aos jogos do Flamengo”, recorda o irmão. O amor pelo Rubro-Negro carioca refletia no Paraná, pois torcia também pelo Atlético Paranaense.

Para reunir a família, Valdir costumava usar outro dom: o culinário. “Na temporada do caranguejo, a casa dele ficava cheia. Gostava de fazer receitas mais elaboradas. Já na época de tainha, ele fazia o peixe de todos os jeitos”. Além da família, os amigos da igreja também recebiam os convites para aproveitar os deliciosos pratos. Quando a comunidade evangélica recebia pastores de outras cidades, ele gostava de acolhê-los em casa e preparava as refeições.

Duas datas marcavam a vida do empresário: o aniversário de casamento e o dia em que perdeu a filha. A primeira era motivo de muita festa. Para comemorar, viajava com a esposa, Rosimeri. Já a segunda o deixava deprimido. A moça tinha 19 anos, em 2002, quando morreu por causa de uma infecção generalizada – um dia depois do aniversário do pai.

Valdir foi internado por causa de uma dilatação no coração. Depois de um ano em tratamento, recebeu alta. Na semana seguinte visitou o irmão, mas voltou a se sentir mal depois de dez dias. Retornou ao hospital, mas não resistiu. Deixa a esposa, dois filhos, dois netos e quatro irmãos.

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