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Lista de falecimentos - 30/07/2015

Wilson Schneider Moura: o médico que adorava fotografar Curitiba

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Nem todas as pessoas conseguem prestar atenção às pequenas belezas cotidianas. Uma flor que desabrocha, o nascer e o pôr do sol, as diversas facetas da cidade em seu dia a dia. Quem tem a sensibilidade e o olhar atento para perceber esses detalhes consegue enxergar além das aparências e tem o poder de captar imagens que outros não se dão conta. O médico Wilson Schneider Moura era uma dessas pessoas.

Em seus passeios pelas ruas e parques de Curitiba, Wilson gostava de fotografar a cidade sob os mais diversos ângulos. Depois, compartilhava as cenas com seus amigos por meio das redes sociais. Mesmo quando não estava com a câmera por perto, Wilson vez ou outra visualizava algo digno de nota. Nesses momentos, ao ter um amigo ou familiar por perto, costumava dizer: “olha, tudo isso foi feito para você!”. Era o jeito de ele chamar a atenção para a beleza da vida.

Nascido em Curitiba, Wilson sempre quis ser médico. Desde a época em que estudava no Colégio Estadual Júlia Wanderley – de onde se lembrava com carinho das professoras Ruth e Lourdes – já sonhava com a carreira. Assim, mesmo após alguns resultados negativos nos vestibulares, não desistiu do sonho e foi aprovado na Faculdade Evangélica. Aluno aplicado, costumava adiantar-se aos conteúdos, lendo e pesquisando os assuntos antes de eles serem abordados pelos professores. Queria se formar logo para ser o melhor médico possível e cuidar de seus pacientes com dedicação e competência. Após a formatura, especializou-se em Cirurgia Vascular em São Paulo. Voltou e passou a exercer a profissão no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul. Atendia centenas de pacientes.

Já amadurecido e com carreira consolidada, aos 40 anos, Wilson formou família com a amiga de infância Silvia. Conheciam-se desde criança, quando tinham as mesmas brincadeiras. Depois de adultos, acabaram por compartilhar também as próprias vidas. Wilson conseguiu o que queria: uma família grande, composta pela esposa, o filho Guilherme, as enteadas Paula e Fernanda e os sobrinhos Daniel, Felipe e Gabriel. Gostava de ter a casa cheia e animada por conversas sobre os mais diversos assuntos. A leveza e o bom humor marcavam seu dia a dia. As piadas ou comentários espirituosos eram recorrentes. Tinha o dom de achar graça nas coisas; até nas situações complicadas não perdia o otimismo e a alegria.

No tempo livre, Wilson se dedicava às caminhadas pela vizinhança – morava no Água Verde. Percorria ruas há muito tempo conhecidas com o mesmo interesse de quem as observava pela primeira vez. Talvez fosse esse o seu segredo para apreciar as belezas que para os outros passavam despercebidas.

Também costumava ir até Guaraqueçaba, no Litoral do Paraná, e fazia longos passeios no meio do mato. A natureza era uma companhia que lhe encantava e, claro, rendia fotografias maravilhosas. A tecnologia era outra diversão. As funcionalidades do smartphone, o Facebook, o WhatsApp, o Spotify estavam incorporados ao cotidiano do médico. Eram ferramentas sempre úteis para que ele pudesse se conectar com os amigos e conhecidos, compartilhar imagens, mensagens e músicas.

Devoto de São Jorge, um dos mais proeminentes santos militares da Igreja Católica, Wilson enfrentou com coragem e dignidade o câncer que lhe abreviou a vida. Nas palavras de Silvia, sua esposa, ele “viveu com prazer e trouxe muita felicidade para quem estava perto dele”. Deixa a esposa, Silvia, o filho Guilherme, as enteadas Paula e Fernanda e os sobrinhos Daniel, Felipe e Gabriel.

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