Publicidade
Para entender

Consumidores se unem em cooperativas para reduzir gastos e gerir negócios

Cooperativas de consumo se destacam nos setores de escolas, supermercados e farmácias (Foto: Rodrigo Cunha/Tribuna)

Mais de 2,8 milhões de brasileiros já utilizam o modelo de cooperativas de consumo para economizar em setores essenciais como educação, saúde e alimentação. Diferente de empresas tradicionais, esse sistema permite que os clientes sejam também os donos do negócio, eliminando intermediários e negociando preços diretamente com fornecedores para garantir produtos e serviços mais baratos.

O que define uma cooperativa de consumo e como ela funciona na prática?

Uma cooperativa de consumo é uma associação de pessoas que se unem para comprar produtos ou serviços em grande escala, garantindo maior poder de negociação e preços mais baixos. O diferencial desse modelo é que o cooperado exerce o papel de cliente e de proprietário ao mesmo tempo. Isso significa que ele participa das decisões, acompanha a gestão e ajuda a definir os rumos do negócio. Como o objetivo principal não é a maximização do lucro para investidores externos, os custos operacionais são calculados apenas para manter a estrutura, resultando em valores finais muito mais justos para quem consome.

Quais são as principais diferenças entre uma cooperativa e um clube de compras?

Embora ambos busquem oferecer vantagens econômicas, a natureza jurídica e a finalidade são distintas. Um clube de compras é geralmente uma empresa privada com fins lucrativos, onde o cliente paga uma taxa para ter acesso a ofertas selecionadas. Já a cooperativa pertence integralmente aos seus associados. Nela, os resultados financeiros positivos, chamados de sobras, são divididos entre os membros proporcionalmente ao volume de compras de cada um. Além disso, os sócios têm direito a voto nas assembleias, o que garante um controle democrático sobre os funcionários, logística e tecnologias utilizadas.

Quais setores lideram esse modelo de negócio cooperativista no Brasil?

Segundo dados recentes, o setor de educação é o que possui o maior número de cooperativas de consumo no país, representando 28,3% do total. Nessas instituições, pais e comunidade se organizam para financiar atividades pedagógicas e manter a estrutura escolar sem visar lucro. Logo em seguida aparecem os supermercados, com 24,6% de participação, e as farmácias, com 15,2%. O modelo também é forte em áreas de vestuário, beleza, equipamentos e serviços veiculares, provando que a união de consumidores pode ser aplicada com sucesso em praticamente qualquer segmento do varejo ou de serviços.

Como o modelo cooperativo está inovando em áreas profissionais como a contabilidade?

Um exemplo inovador é o surgimento de cooperativas voltadas para profissionais específicos, como contadores. Essas organizações negociam softwares, consultorias, planos de saúde e telefonia com reduções de preço que chegam a 30%. Parte dessa economia beneficia diretamente o profissional e a outra parte mantém a cooperativa. Além da vantagem financeira, o sistema estimula que os próprios associados façam negócios entre si. Um contador especialista em uma área pode atender o cliente de outro colega dentro da rede, criando uma estrutura de fornecedores internos que amplia os ganhos de todos os envolvidos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.