"John Lasseter dedica total atenção aos mínimos detalhes", conta a produtora do filme, Darla Anderson. "Na verdade, para ser sincera, muito do que ele queria parecia impossível. Além disso, nós poderíamos ter feito o filme sem os brilhos metalizados, e nos filmes anteriores nós trapaceamos em alguns reflexos. Acabamos criando novas ferramentas digitais para iluminar os sets virtuais, ferramentas novas para a renderização dos efeitos, e para todo o resto. Todos os dias, a gente ouvia alguém dizendo, Puxa, nunca fizemos isso antes." "Usamos 24 tipos diferentes de vegetação, muitas pedras e muita areia", conta Sophie Vincelette, que, entre outras coisas, foi a responsável pelo visual naturalista dos cenários do filme. "É fácil traçar linhas e formas perfeitas no computador, mas as coisas não são assim no mundo real", explica Vincelette.
"Ninguém sai do cinema, dizendo, Uau, que tecnologia impressionante", afirma Lasseter. "Pessoalmente, eu gosto de filmes que me fazem chorar, porque eles acessam uma emoção real. E é isso o que eu quero com Carros. Quero que as pessoas riam e se divirtam. Mas também quero que todos se emocionem."
"A despeito do que possa parecer", afirma o diretor de animação Bobby Podesta, "o mais difícil não é fazer um carro se contorcer ou girar. O maior desafio para os animadores sempre é fazer com que o público acredite nos personagens. É a coisa mais difícil fazer com que os espectadores sintam o que o personagem está sentindo. Você não quer que as pessoas assistam ao filme e digam, Isso é impressionante! Você quer que elas sintam as emoções que os personagens estão sentindo. Os espectadores devem rir ou chorar, e pensar, Ai, meu Deus, essa doeu!"



