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A três anos do fim do sinal analógico, metade das casas usam o digital

A partir de junho de 2016, a televisão aberta deverá funcionar apenas pelo novo sistema. Meta é atingir 95% da população até lá

Torre da RPCTV. Sinal digital da emissora deve chegar a 70% da população do Paraná até 2014 | Divulgação
Torre da RPCTV. Sinal digital da emissora deve chegar a 70% da população do Paraná até 2014 (Foto: Divulgação)

Faltando três anos para o desligamento do sinal analógico na transmissão dos canais abertos de televisão, metade dos domicílios brasileiros tem acesso ao sinal digital, diz Genildo Lins, secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações. A partir de junho de 2016 – e nas capitais provavelmente a partir de 2015 – a televisão aberta deverá funcionar apenas com o sinal digital.

Lins esteve em Curitiba há alguns dias participando do Seminário de Tecnologia em Televisão, Gerenciamento, Produção, Transmissão, Distribuição de Conteúdo Eletrônico Multimídia, Interatividade e Mobilidade. Embora haja uma data prevista para o desligamento do sinal analógico, é preciso que pelo menos 95% da população esteja recebendo o sinal digital para que haja essa migração definitiva.

O processo ocorre a partir das duas pontas. De um lado, as emissoras de televisão precisam fazer a transmissão no novo modelo. Do outro, o telespectador precisa estar preparado para receber. Segundo Lins, até maio deste ano, o governo já tinha autorizado 3.075 emissoras a transmitir o sinal digital. A média de investimento para a transmissão varia muito de acordo com o porte de cada emissora, mas custa pelo menos R$ 100 mil. Ele garante que "o governo tem oferecido incentivos para apoiar as empresas, especialmente por meio de linha de financiamento específica voltada tanto para a recepção quanto para a transmissão do sinal digital de televisão e de redução da carga tributária sobre o setor".

Na outra ponta, o incentivo para que o telespectador migre para o novo sistema vem sendo dado desde 2012, de acordo com Lins. Ele lembra que todos os televisores de tela fina produzidos no Brasil têm, obrigatoriamente, um conversor digital integrado. Quem não tem televisão com essa tecnologia pode comprar um conversor para sintonizar o sinal digital. Ivan Miranda, diretor da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) Regional Sul e diretor de Engenharia da RPC TV, explica que há vários modelos no mercado e o preço varia entre R$ 100 e R$ 150.

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Miranda afirma que a RPC TV – empresa que faz parte do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), com oito emissoras de tevê afiliadas à Rede Globo no Paraná – está numa situação privilegiada. A transmissão do sinal digital já contempla Curitiba e Região Metropolitana, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa, Paranavaí, Umuarama e Cianorte.

Segundo ele, 100% das geradoras já transmitem o sinal digital e agora a empresa está partindo para as retransmissoras. A tempo da Copa do Mundo em 2014, o sinal digital deverá estar disponível para 70% da população do Paraná. Desde 2008, quando começou a ser implantado o sistema no estado, até o fim de 2014, a RPC TV deverá investir mais de R$ 60 milhões para levar o sinal digital aos paranaenses.

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