São Paulo - Os sete municípios paulistas que compõem a região do Grande ABC (Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) querem voltar a ser protagonistas da indústria automotiva no Brasil, que nos últimos anos cedeu espaço à região metropolitana de Curitiba, ao Rio Grande do Sul e ao interior do estado de São Paulo.
Para isso, as prefeituras dessas cidades, em parceria com entidades sindicais, criaram ontem o GT (grupo de trabalho) Automotivo, que conduzirá discussões sobre como dinamizar a participação da região na cadeia automotiva e atrair novos participantes a esta indústria. A ideia do grupo é reunir técnicos e representantes de cada um dos municípios para mapear as demandas, elaborar projetos e encaminhar propostas de políticas públicas de caráter regional.
Exportações
Ontem, durante a primeira reunião do GT Automotivo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, convidou representantes do ABC a participarem de missões comerciais do governo, com vistas a incentivar as vendas externas da região.
O ex-ministro do Trabalho e atual prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, também disse que o governo, o empresariado e os trabalhadores devem pensar em alternativas para estimular as exportações de veículos, que amargaram uma queda de 50,8% entre janeiro e maio, em relação a igual intervalo de 2008. "Temos de buscar países em reconstrução e economias lastreadas na produção de petróleo, como Angola e Iraque, por exemplo", afirmou.
Caminhões
O ministro Miguel Jorge aproveitou a ocasião para informar que o governo está há três meses estudando formas de estimular o mercado de caminhões. O mercado de caminhões vem sofrendo com a desaceleração da atividade econômica no país, bem como com o encolhimento do mercado externo. A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que trouxe aumento das vendas de automóveis, não surtiu efeito neste segmento. Jorge explicou que, no caso de caminhões, o IPI de 5% acaba diluído, uma vez que a compra destes veículos, geralmente feita por empresas, é financiada ao longo de anos via bancos de fomento e ainda tem prazo de carência para o pagamento.







