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Aviação

Aeronautas e aéreas chegam a acordo e greve é suspensa

Segundo o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, houve uma "consciência pública" entre as partes sobre a importância da operação de fim de ano dos aeroportos

Sindicatos de aeronautas e aeroviários brasileiros desistiram de entrar em greve na sexta-feira (20) após acordo com as companhias aéreas, afirmou nesta quinta-feira (19) o ministro da secretaria de aviação civil, Moreira Franco. Segundo ele, um acordo entre o principal sindicato dos aeronautas do Brasil, o de São Paulo, já aprovou acordo com as companhias aéreas e a direção da entidade solicitou que mais estados acompanhem a decisão da categoria.

"Não vai acontecer greve. O acordo já foi assinado, a assembleia dos aeronautas de São Paulo já se realizou e eles aceitaram a proposta e os aeroviários também", disse ele a jornalistas após visita a obras do aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Segundo Moreira Franco, houve uma "consciência pública" entre as partes sobre a importância da operação de fim de ano dos aeroportos. "Em São Paulo, que concentra o grosso dos trabalhadores, a assembleia já aceitou a proposta", afirmou.

Moreira não deu detalhes sobre os termos do acordo e lembrou que é esperada uma movimentação recorde de passageiros no país nesta sexta-feira, com 360 mil pessoas. "Haverá uma movimentação imensa e as famílias terão a oportunidade de passar o Natal com tranquilidade", disse.

Apesar disso, ele descartou a possibilidade de problemas na operação dos aeroportos. "Teremos movimento intenso, mas a família brasileira pode ter certeza que terá um Natal com tranquilidade", afirmou, ressaltando a operação especial de fiscalização com agentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Polícia Federal.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Marcelo Ceriotti, disse que os aeronautas foram sensíveis à situação de fragilidade pela qual as companhias aéreas passam no momento. Ele ponderou, no entanto, que o reajuste ficou abaixo das expetativas da categoria. A categoria queria mais 2,2 % de aumento real, que totalizaria quase 8% de reajuste.

Apesar disso, Ceriotti destacou que houve avanços importantes nas cláusulas sociais. Ele citou o passe livre para que a categoria possa viajar gratuitamente nos aviões das empresas quando o profissional não estiver em serviço. "As empresas entenderam que há uma prática no mercado internacional de que o tripulante possa se deslocar por motivo particular em aeronave de outras empresas", disse. De acordo com ele, essa cláusula vai beneficiar cerca de 40% dos aeronautas que não residem na cidade onde está contratado.

Na noite de desta quarta (18), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) concedeu uma liminar determinando que, em caso de greve, 80% dos aeronautas deveriam continuar trabalhando.

No começo da semana, o Sindicato Nacional dos Aeronautas anunciou que começaria uma greve por tempo indeterminado nesta sexta, diante do impasse nas negociações com as companhias aéreas sobre o reajuste salarial da categoria.

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