Curitiba Empresários, entidades de classe e o governo paranaense estão atentos ao acelerado crescimento do mercado consumidor japonês e às inúmeras possibilidades de negócio que ele pode gerar. Em 2004, o volume de exportações do estado para o Japão superou em 55% os números do ano anterior, apesar de bastante concentrado no agronegócio. "Chegou a hora de ampliar e diversificar essa relação comercial", diz o secretário estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho.
A meta, compartilhada pelos outros três estados membros do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul norteou as discussões do 1.º Seminário Econômico CodesulJapão, realizado ontem na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba.
O evento tinha como objetivo, segundo Moreira Filho, divulgar as potencialidades econômicas dos japoneses e dos estados membros do Codesul e discutir os caminhos para estreitar o comércio entre estes mercados. "No caso do Paraná, o foco está no agronegócio e especialmente no biodiesel", destaca o secretário. "O Japão quer aumentar de 3% para 10% o porcentual de carros a álcool e para isso vai ter que importá-lo. E o Paraná tem potencial para ser o grande parceiro do país." O secretário disse que, para isso, o governo pretende apoiar as cooperativas e colaborar para a reativação de usinas paradas.
O ministro da Embaixada do Japão no Brasil, Shigeru Otake, confirmou o interesse dos orientais pelo produto. "O Japão está pesquisando outro tipo de energia sustentável, para não contar tão somente com a energia proveniente do carbono. O álcool aparece como uma excelente alternativa, por se tratar de energia renovável"
Segundo Otake, o país quer ampliar suas importações de frango e soja do Paraná. O coordenador de assuntos internacionais da secretaria paranaense, Santiago Gallo, vai mais além. "Podemos exportar serviços e produtos industriais também. O agronegócio cresce porque é uma necessidade japonesa imediata. Mas o Brasil pode entrar nesses mercados caso se prepare para eles e as empresas se preocupem com o desenvolvimento tecnológico."



