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Senado

Alcolumbre marca votação da PEC do fim da escala 6×1 para próxima quarta (14)

Alcolumbre marca votação da PEC do fim da escala 6x1 para próxima quarta (14)
Senado votará PEC do fim da escala de trabalho 6x1 na semana que vem. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6x1. A pauta foi anunciada por Alcolumbre e pelo governador eleito de Minas Gerais e senador Cleitinho (Republicanos) em um vídeo divulgado nas redes sociais.

"A todo instante, o senador Cleitinho manifestava a favor desta pauta. E hoje estou recebendo aqui um senador, governador eleito, me perguntando como está a tramitação da PEC 221, do fim da escala 6x1. Está, Cleitinho, estará na pauta de terça [13/10], de quarta [14/10] e de quinta [15/10], para deliberação no plenário do Senado Federal, como você sempre quis", disse Alcolumbre.

Em resposta, Cleitinho agradeceu e disse que "quem ganha é o trabalhador". A votação da PEC exige o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em dois turnos.

Ao longo desta semana, os senadores realizaram três sessões de discussão da PEC 221/2019. Restam mais duas sessões de discussão para que a proposta seja votada em primeiro turno, que devem ser concluídas até quarta.

O regimento interno do Senado prevê outras três sessões de discussão antes do segundo turno de votação da proposta. Porém, caso haja um acordo entre as lideranças, os senadores podem aprovar a quebra de interstício, mecanismo que permite dispensar os prazos.

Com isso, a votação dos dois turnos da PEC poderia acontecer no mesmo dia. A iniciativa é uma das pautas prioritárias da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O texto reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.

Na ocasião, foram 472 votos a 22 no primeiro turno, e 461 a 19 no segundo. Eram necessários, no mínimo, 308 votos favoráveis nos dois turnos.

A proposta já recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM), mas os senadores ainda podem apresentar outras emendas em plenário, informou a Agência Senado.

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