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Incentivo

Anfavea sugere linha de crédito para a Argentina

Direção da entidade prevê que as vendas de veículos em 2014 deverão subirão 0,9%, ante o volume de 3,76 milhões de unidades negociadas no ano passado

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, sugeriu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a abertura de uma linha de crédito pelo governo para a Argentina, a fim de manter o fluxo de exportação e importação de carros e peças. "Alertamos o ministro que a Argentina é parceiro fundamental do Brasil", disse. "Não se trata de simples comércio, mas de integração produtiva", ponderou, ressaltando que ambos os países têm uma linha de produção de veículos e de peças que são muito complementares.

Moan reiterou que as vendas de veículos em 2014 deverão subirão 0,9%, ante o volume de 3,76 milhões de unidades negociadas no ano passado. De acordo com o presidente da Anfavea, o programa da renovação de frotas de caminhões poderá ser adotado pelo governo até o final deste mês, assunto que está sendo estudado pelos ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Casa Civil. Segundo ele, o Brasil tem 230 mil veículos pesados com mais de 30 anos de uso.

De acordo com a solicitação da entidade realizada no final do ano passado, o objetivo é que o programa consiga substituir 30 mil unidades por ano. Segundo Moan, o dono do caminhão antigo que decidir trocá-lo teria direito a uma remuneração, relativa ao valor que poderá obter com a reciclagem, e teria o direito de receber um financiamento do BNDES nas bases do PSI. "Isso representaria uma economia para o País de R$ 4,9 bilhões com gastos relativos a acidentes, como seguros, despesas com planos de saúde", ponderou. Por outro lado, ele destacou que as despesas de créditos concedidos pelo banco oficial para estas linhas de crédito poderiam chegar a R$ 900 milhões por ano.

Leasing de carros

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, apresentou ainda a Mantega uma proposta para que volte a crescer no Brasil o financiamento de carros pelo leasing. "Hoje essa modalidade de financiamento responde por menos de 2% das vendas de veículos, sendo que já chegou a 47% em 2006", apontou. "Esse é um instrumento fantástico para ter no nosso mercado", ponderou.

Segundo Moan, a publicação de um acórdão pelo STJ neste ano indicou que o ISS da venda de carros por leasing deve ser cobrado pelo município onde o banco que fez tal operação tem sede. Ele conversou com dirigentes do setor financeiro e disse que há grande interesse dos bancos para retomar esse tipo de linha de crédito.

O dirigente da Anfavea destacou que o setor automobilístico apresenta baixos índices de inadimplência, que chegou a 5,3% em janeiro, último dado, o menor dos últimos 20 meses. "No caso dos veículos novos, esta taxa está abaixo de 3%", destacou. Perguntado pelo Broadcast se o mercado de financiamento de leasing poderá voltar a operar com velocidade bem maior em dois ou três meses, ele foi categórico. "Sim, não tenho dúvida nenhuma sobre isso", disse.

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