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Fiscalização

Anvisa anuncia novos recolhimentos de produtos de limpeza

Agência comunicou medida contra fábricas em Santa Catarina e em Paulo de Faria (SP).
Agência comunicou medida contra fábricas em Santa Catarina e em Paulo de Faria (SP). (Foto: Jacqueline Spotto/Anvisa)

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta sexta-feira (23), a venda, distribuição, fabricação e propaganda do Percarbonato de Sódio Essencial da Cedro Química, de São José do Cedro (SC). De acordo com a agência, o produto não tem registro ou notificação.

O órgão também decidiu apreender todos os produtos da Araújo Produtos de Limpeza, de Paulo de Faria (SP). Neste caso, o problema seria maior: a empresa não teria autorização de funcionamento.

A agência informou que todos os produtos que não passam pela avaliação da vigilância sanitária são considerados clandestinos. O órgão elenca uma série de riscos decorrentes da falta de certeza sobre como ocorreu a produção, como queimaduras, problemas respiratórios, irritações, machucados e graves intoxicações.

A Anvisa entrou no foco do debate público em maio após recolher produtos da marca Ypê. Setores da direita passaram a apontar que a Anvisa estaria perseguindo a Ypê pela associação pública ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outra frente falava em uma tentativa de beneficar uma concorrente: a Minuano, ligada ao grupo empresarial dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Apesar disso, há fatos que contrastam com as alegações. A identificação da bactéria, em novembro, partiu da própria Ypê, a partir de testes microbiológicos que constataram o problema. A empresa isse ainda que já havia constatado a necessidade de recolhimento e comunicado o mercado. A medida atingiu lotes específicos.

Na última sexta-feira (16), a agência ampliou o retorno à normalidade e autorizou a venda de detergentes e desinfetantes fabricados em novembro e dezembro de 2025.

De acordo com a nota oficial, a medida foi adotada após a Ypê apresentar laudos considerdos satisfatórios. Em novembro de 2025, a empresa identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes específicos de lava-roupas. Com isso, determinou o recolhimento.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a Cedro Química e com a Araújo Produtos de Limpeza. O espaço segue aberto para manifestação.

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