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ESTRADAS

Ao menos 17 rodovias federais ainda têm interdição no país, diz PRF

No Paraná, até o momento são registradas cinco paralisações parciais

Equipes da PRF acompanham protesto em Marialva, no Km 186 da  BR-376 | Divulgação/PRF
Equipes da PRF acompanham protesto em Marialva, no Km 186 da BR-376 (Foto: Divulgação/PRF)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou nesta quinta-feira (23) que há pelo menos 17 rodovias federais com interdições pelo país por conta de protestos de caminhoneiros.

Em boletim divulgado às 18 horas, o órgão informa que das 17 interdições, apenas uma – na BR 116, na altura no quilômetro 204, no município de Tabuleiro do Norte (Ceará) – está totalmente bloqueada. As demais são parciais. Os caminhoneiros reivindicam que o governo federal crie uma tabela de preços mínimos para os fretes, mas, por enquanto, não há acordo.

No Paraná, até o momento são registradas cinco paralisações parciais: nas rodovias 163, 186, 277 (dois trechos) e 369.

No Rio Grande do Sul também há cinco paralisações parciais, nas BRs 153, 158, 285 (dois trechos) e 472.

No Mato Grosso, há pelo menos seis interdições, sendo três pontos ao longo da BR-364 (nos quilômetros 200 e 206, no município de Rondonópolis; e no quilômetro 615; no município de Diamantino) e outros três na BR-163 (na altura dos quilômetros 598, 686 e 748, respectivamente nos municípios de Diamantino, Lucas do Rio Verde e Sorriso).

A nova rodada de paralisações dos caminhoneiros começou na madrugada desta quinta-feira. Em boletim divulgado pela PRF, às 11 horas, 14 trechos de rodovias federais apresentavam interrupção parcial no tráfego. Ao longo do dia, em alguns trechos a PRF conseguiu desmobilizar os protestos, mas outros pontos de paralisações começaram a surgir.

Sindicatos

Contrariando as informações fornecidas pelo governo, líderes de caminhoneiros autônomos informaram que fizeram nesta quinta-feira 102 pontos de manifestações, alguns deles com fechamento de pistas, ao longo do dia em pelo menos seis estados. Segundo eles, a partir desta sexta-feira haverá novas adesões ao movimento que reivindica que o governo faça uma tabela de frete mínimo para a categoria.

Até a última quarta-feira a categoria vinha negociando com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, a criação dessa tabela. Mas, após uma reunião na quarta-feira, o ministro informou que o governo faria apenas uma tabela referencial o que levou parte dos líderes dos caminhoneiros a iniciar um novo movimento de protesto.

Carlos Roesel, que representou caminhoneiros autônomos em comissões formadas pelo governo após a greve e e dirige o sindicato dos Cegonheiros de Minas Gerais (caminhões que transportam carros), afirmou que a sua categoria não faria parte do movimento grevista. Segundo ele, o governo se esforçou para atender ao máximo de reivindicações dos caminhoneiros desde a greve e a tabela de frete referencial poderá ser usada pela categoria.

Outra parte dos caminhoneiros, contudo, continua contra a posição do governo sobre a tabela referencial. Diego Mendes, que representou caminhoneiros autônomos na região Norte e Nordeste, afirmou que, no Ceará, a BR-116 foi fechada por 250 caminhões na tarde de quinta-feira e que o movimento vai também fazer fechamento de vias no Rio Grande do Norte e Paraíba a partir de amanhã. Segundo ele, o governo não cumpriu com o combinado e mais uma vez favoreceu as empresas embarcadoras, donas das cargas, ao não dar a tabela de frete mínimo.

AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, em nota enviada à reportagem, que o movimento grevista pode ser responsabilizado se houver bloqueios em rodovias federais cobertas por liminares expedidas durante a paralisação ocorrida em fevereiro. “Novas ações podem ser ajuizadas para liberação de rodovias federais que venham sofrer bloqueios”, escreveu.

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