Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

PUBLICIDADE

energia

Aparelho em stand by eleva conta em até 20%

Consumo em modo de espera representa 20% da fatura mensal de uma família brasileira. Mudança de hábito pode trazer economia aos consumidores

  • João Pedro Schonarth
A dona de casa Dulcinea: a luz dos aparelhos em stand by incomoda, assim como uma conta de energia alta |
A dona de casa Dulcinea: a luz dos aparelhos em stand by incomoda, assim como uma conta de energia alta
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

Imagine economizar R$ 14 a cada R$ 100 na conta de luz com uma simples atitude: tirar os equipamentos da tomada. Essa economia é possível porque os aparelhos continuam consumindo quando estão em stand by – o modo de espera dos eletrônicos e eletrodomésticos –, para garantir a comodidade dos usuários de os religarem com o controle remoto ou em apenas um toque. Uma simples mudança de hábito proporcionaria uma economia de até R$ 170 no ano, em uma fatura de R$ 100, e, coletivamente, traria um impacto significativo sobre a geração de energia.

INFOGRÁFICO: Confira as obras da Copel que estão atrasadas

A conta do engenheiro do departamento de utilização da energia da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Gustavo Klinguelfus, é baseada no consumo de uma família de classe média, que consome mensalmente entre 200 kWh e 250 kWh, sendo que cerca de 30 kWh são reflexo direto do consumo em modo de espera.

Em geral, explica Klin­guelfus, o consumo em stand by varia entre 10% e 20% da fatura da família, dependendo do número de eletrodomésticos. “O consumo em modo de espera é baixo, mas, sendo contínuo, representa um gasto desnecessário e onera a conta”, ressalta.

A dona de casa Dulcinea Mari Bozza tira os equipamentos da tomada por três razões: a luzinha acesa a incomoda à noite; por precaução, em caso de temporais com raios; e, principalmente, para economizar. “Tenho vários aparelhos eletrônicos e sempre os tiro da tomada, religando apenas quando for usar. Já percebi que depois de desligar da tomada a conta diminuiu. Às vezes viajo e não tem porquê deixar ligados os aparelhos, consumindo à toa”, conta.

A regra para economizar é desligar o aparelho da tomada se o consumidor não for utilizar o equipamento nas próximas três horas, explica João Paulo Amaral, pesquisador do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O ideal é usar réguas de interruptor, que permitem maior eficiência aos aparelhos e trazem economia. O consumo em stand by representa algo como uma geladeira ligada durante o ano inteiro. É muito significativo”, pondera.

Nem sempre, porém, o consumo é aparente. O professor de Engenharia Elétrica da PUCPR Valter Klein explica que o consumo em stand by existe mesmo quando não há uma luz acesa no aparelho. “Um carregador na tomada, sem um notebook ou um celular, na outra ponta, por exemplo, não tem consumo, mas tem perda, porque ele está funcionando na transformação de energia. O gasto vai acontecer mesmo que o display não esteja ligado”, ressalva.

Luz no fim do túnel

Klein pondera, porém, que as fabricantes já estão mudando seu posicionamento quanto ao consumo em stand by, mas ressalva que os equipamentos em modo de espera nunca terão consumo zero. “A tendência é diminuir cada vez mais o consumo em stand by. Entretanto, nunca vai chegar ao consumo zero, porque o equipamento precisa estar minimamente energizado para cumprir sua função de modo de espera”, avalia.

Quase 80% das obras da Copel para a Copa estão atrasadas

Fernando Jasper

Quase 80% das obras da Copel voltadas à Copa do Mundo estão atrasadas, situação que, se não for revertida, coloca em risco o fornecimento de energia durante o torneio. A informação é de um relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicado em dezembro e revelado ontem pela Folha de S.Paulo.

Os planos da Copel para o Mundial preveem investimento de R$ 486 milhões em linhas de transmissão e subestações em Curitiba, região metropolitana e litoral. O objetivo é acrescentar níveis de redundância ao sistema, tornando-o mais resistente a picos de demanda. Mas, segundo o documento da Aneel, que reúne dados referentes a outubro de 2012, 15 dos 19 empreendimentos prioritários da empresa estão atrasados.

Embora não esteja entre as cinco distribuidoras que, segundo a Aneel, merecem “atenção especial”, a Copel tem o terceiro maior índice de atrasos do país. Só estão mais lentos os projetos da gaúcha CEEE (96%) e da CEB, de Brasília (91%). Em todo o país, 90 dos 163 projetos, ou 55% do total, estão atrasados. A Aneel chamou atenção para sete linhas de transmissão da Copel cuja conclusão foi adiada de dezembro de 2013 para abril de 2014, a dois meses da Copa. Novos atrasos, diz a Aneel, podem “comprometer o abastecimento”.

Mas, ao comentar a situação das 12 cidades-sede, a agência ponderou que a maioria dos atrasos “não oferece risco iminente”, pois há tempo para as concessionárias acelerarem suas obras e, em último caso, substituir parte delas por “soluções de engenharia alternativa”.

A Gazeta do Povo pediu à Copel detalhes sobre o andamento dos projetos. A empresa respondeu que “ajustes de cronograma são naturais em obras de grande porte”. Em nota, a companhia garantiu que as obras “estarão prontas até o Mundial e que Curitiba não corre risco de interrupção nos serviços durante o evento”.

o que você achou?

8 recomendações para você

deixe sua opinião

PUBLICIDADE

mais lidas de Economia

PUBLICIDADE