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Trabalho

Apesar da crise, negociações salariais repõem perdas

Apesar da crise, os trabalhadores estão conseguindo ganhos nas negociações salariais em 2009. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado ontem, 96% das negociações conseguiram reajustes iguais ou acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de janeiro a maio. No mesmo período do ano passado, a recomposição foi de 89%. No entanto, os índices de reajustes acima da inflação estão menores, observa Cid Cordeiro, economista do Dieese-PR. Nos primeiros cinco meses de 2008, grande parte dos acordos (23%) estabeleciam ganhos reais de 1% a 1,5%. No mesmo período de 2009, 25% ficaram concentrados em ganhos de 0,01% a 0,5%. O Dieese analisou acordos de 100 categorias em todo o país.

Segundo Cordeiro, o aumento do salário mínimo tem ajudado a puxar os reajustes. Para ele, o efeito da crise também se deu muito mais na forma de redução do emprego do que na de redução dos ganhos salariais, embora as negociações estejam mais difíceis. "As empresas já fizeram o ajuste que tinham que fazer por meio de demissões". O desempenho também variou conforme o setor. Na indústria, de longe a mais afetada pela turbulência, o porcentual de categorias com reajuste acima do INPC caiu de 86,1% para 83,3%. No comércio, caiu de 73,3% para 66,7%. Em compensação, no setor de serviços, essa proporção aumentou de 71,4% para 77,6%.

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