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Liquidação do Master

Após acordo, BC desiste de recurso contra inspeção do TCU no caso Master

Após acordo, BC desiste de recurso contra inspeção do TCU no caso Master
TCU se comprometeu a fazer a inspeção na liquidação do Master com respeito ao sigilo documental e às competências constitucionais do BC. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

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O Banco Central desistiu nesta terça-feira (13) do recurso apresentado contra a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que autorizou a inspeção sobre a liquidação do Banco Master.

A decisão foi tomada após os presidentes da Corte de Contas, Vital do Rêgo, e da autarquia monetária, Gabriel Galípolo, chegarem a um acordo sobre a inspeção durante uma reunião realizada nesta segunda (12).

“Na ocasião, houve alinhamento quanto à competência do TCU para fiscalizar atos do Banco, respeitados o sigilo documental e a discricionariedade técnica da autoridade monetária”, disse o ministro Jhonatan de Jesus depois do encontro.

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Com isso, o plenário da Corte de Contas não precisará analisar os embargos de declaração na sessão da próxima quarta (21). Vital do Rêgo afirmou que o BC concordou, de forma unânime, com a inspeção.

“O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU. O Banco Central quer a segurança jurídica que o TCU pode dar, porque este processo não é um processo meramente administrativo, é um processo administrativo e criminal”, disse o presidente do TCU após a reunião.

A conversa ocorreu em meio à crise envolvendo o Banco Master, que sofreu liquidação extrajudicial determinada pelo BC em novembro de 2025, após investigações da Polícia Federal apontarem indícios de fraudes de até R$ 12 bilhões.

Impasse entre o TCU e Banco Central sobre o Master

Jhonatan de Jesus determinou a inspeção de forma monocrática, apontando que o BC poderia ter se precipitado ao autorizar a liquidação extrajudicial do banco. A autarquia monetária recorreu e apontou que a decisão deveria ter sido colegiada, e não individual.

A medida causou uma crise institucional e gerou críticas do mercado sobre uma possível interferência indevida do TCU na autonomia do BC. Em seguida, o relator suspendeu a inspeção. Após a desistência da autarquia, o recurso não será analisado pelo plenário.

Logo após a reunião com Galípolo, o presidente do TCU habilitou interlocutores técnicos, incluindo a secretária-geral de Controle Externo e a auditora-chefe da AudiBancos, que trabalharão diretamente com dois diretores designados pelo Banco Central, para concluir a inspeção em menos de um mês.

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